terça-feira, 24 de novembro de 2015

O Estado Espiritual de Sri Ramakrishna

  1. O Estado Espiritual de Sri Ramakrishna: Sri Ramakrishna claramente nos deixou certas diretrizes. Ele dizia, ‘ Já acendi o fogo, cabe a vocês agora se aproximar e desfrutar de seu calor!’; e mais, ‘ Já preparei o molde, cabe a vocês agora virem e colocarem-se nele! ’; e ainda, ‘ Já cozinhei a comida, é com vocês agora virem sentar-se à mesa diante dos pratos!’
Uma vez alguém lhe perguntou: “Senhor, o que é um Guru?”, ao que Sri Ramakrishna respondeu: “Ele é como um casamenteiro. O casamenteiro faz arranjos para a união de um amante com sua amada. Do mesmo modo, um guru faz arranjos para o encontro entre a alma individual e seu amado, o Divino Espírito.”

Os homens podem ser classificados em quatro categorias: os sem liberdade, ou sem desejo por liberdade, que são apanhados na rede da mundanidade; os que buscam liberação, os que têm sucesso nessa busca e se tornam livres, e os sempre livres.
      Os sempre livres, como Narada e outros, vivem no mundo para o bem da humanidade, e são como seus instrutores.
      As almas sem liberdade são aquelas que permanecem obcecadas com as coisas do mundo, se   esqueceram de Deus e jamais pensam nele.
      Logo estão as que buscam liberação, algumas delas a conseguem e outras não. As que conseguem são almas livres, que venceram luxúria e cobiça – são os sadhus e mahatmas, em quem não há mais traço de mundanalidade. Suas mentes permanecem fixas aos pés de lótus de Deus.
      Quando uma rede é lançada nas águas de um lago, há alguns peixes muito espertos que não se deixam apanhar nela. Estes são como as almas sempre livres. Contudo, a maioria realmente é apanhada pela rede. Alguns destes se esforçam para escapar, são como os que buscam  libertar-se, porém nem todos eles conseguem. Alguns poucos escapam da rede com grande estardalhaço, ao que os pescadores comentam – ‘Lá se vai um dos grandes!’  A maioria deles, porém, não pode escapar e nem mesmo chegam a tentar; com a rede presa em suas bocas, se enterram na lama e lá permanecem quietos, pensando que estão a salvo e que não há  mais nada a temer. Não se dão conta de que os pescadores, em seguida, vão arrastá-los para fora d´água e separá-los. Estas são as almas sem liberdade.
Estas almas ligadas se emaranharam à rede de luxúria e  cobiça, e se acham presas dos pés à cabeça. Chegam mesmo a crer que naquele lodaçal vão encontrar felicidade e segurança. Não percebem que estão para encontrar a morte em estado de servidão. 



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OM Namah Shivaia - encontro Oriente e Ocidente



Meditação em Yoga: Em yoga Clássica, a yoga de Patanjali, ciência que demonstra a potencialidade possível ao homem, há oito passos a completar, envolvendo disciplinas tanto físicas qto. mentais. Na 1ª destas etapas, se acham disciplinas relativas à autoeducação, ou auto-controle, tais como: não violência (ahimsa), veracidade (satyagraha), continência (brahmacharya), etc. Na etapa seguinte, dita das 'observâncias', estão a prática de pureza, contentamento, esforço sobre si mesmo, estudo e consagração ao Ideal.

O 3° passo, ou 3ª pétala da Flor de Yoga, trata das posturas ou âsanas, ou seja, os modelos gestuais recomendados aos que aspiram algum domínio sobre seu corpo. A quarta etapa é dos 'pranayamas', isto é, as disciplinas necessárias ao controle da energia através da respiração. Pratyahara é a etapa em que se aprende a controlar os sentidos. Dhârana, a 6ª etapa, se ensina a concentração da atenção. O sétimo passo, denominado Dhyâna, se refere às tecnicas de introspecção ou de meditação, e o último degráu chama-se Samadhi, ou completa absorção no Ideal Espiritual.

Este é o caminho de Yoga, relevante símbolo atual do encontro entre Ocidente e Oriente.

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