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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A Conquista da Felicidade

Não é isso que todos querem? E você que está procurando por algo mais nesta página, que já se cansou e se frustrou com tantas receitas e sugestões recebidas, que já nem sabe mais que fazer, é exatamente para você que uma luz está acesa. Mas, veja bem, nem todos a podem ver. Pode ser que alguém bem a seu lado não a veja. Não importa! Outras pessoas, boas pessoas sim, que passeiam pelo outro lado da calçada despreocupadamente, mas também não vêem a luz que se acendeu. Mas, você já viu! Então, não se aborreça, a vida tem seus mistérios, como uma criança tem seus mistérios, como a natureza tem seus mistérios, como o prosseguimento do existir tem seus mistérios. Tudo é tão incerto, nada está garantido, nada é definitivo, tudo acaba se modificando. Ontem era uma coisa, hoje já é outra! Se nos apegamos a uma situação, logo ela se modifica. Duas coisas parecem necessárias: desapego e aceitação! Aceitação porque a natureza das coisas é constante mudança e desapego porque sua natureza é sempre seguir adiante!
'Ah, mas isto parece coisa de religiosos!' Sim, podemos dizer, tem a ver com religião enquanto ela significa 'saber o que é melhor para melhor viver!' Religião não é mais que um caminho para que você se conheça e conheça o propósito da Vida! Religião não é uma receita com 'faça-se assim e não assim', 'tome isso mas devolva aquilo'!  Bom, para quem está começando talvez tenha que ser assim!
Não se importe com a maneira pela qual os outros abordam o 'mistério' da vida. Tenha a coragem e a resolução para desenvolver sua própria visão deste 'mistério'. Ele pode ser muito simples ou bem misterioso. Os olhos da criança não vêem nenhum mistério. Se um ladrão entra em sua casa e ela se encontra brincando no quintal, nem vai perceber nada, mesmo que ele passe a seu lado!
É claro que nós, já crescidos, não vamos voltar a ser esta criança. Porém, praticando aceitação e desapego ao reconhecermos a natureza mutante das coisas da vida, adquirimos 'indiferença sábia' , ou seja, a sabedoria da não-identificação.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Praticando "auto-controle" como forma de bem-viver...

Todos nós, onde quer que estejamos, independente de raça ou religião, precisamos conhecer algumas regras básicas muito úteis para viver bem em sociedades. Em qualquer de nossas relações, a prática do auto-controle é bastante importante e poderíamos dizer, até básica. Auto-controle ao que nos referimos significa não levar adiante nossos impulsos naturais, restringindo-os...de modo que nossa presença não se torne incômoda aos demais. Refiro-me, é claro, em primeiro plano, ao controle da palavra, seguindo-se o controle do comer, do consumir, do criticar e até mesmo, porque não dizer, do sexuar..! Ninguém aprecia pessoas descontroladas, não é verdade? Os que falam em demasia, ou comem demasiado, ou consomem demasiado ou criticam, são sempre objeto de troça, bem ou mal humorada. Restringir nossos impulsos, portanto, todos reconhecemos como necessário, porém, poucos são bem sucedidos nesta empreitada. Porque? Porque temos de trabalhar onde os impulsos começam e não onde eles se mostram, onde eles são exigentes. Para nosso auto-controle ser efetivo temos de começar pelos pensamentos. Que pensamentos nos são de utilidade e quais aqueles que são apenas sobras do passado ou mesmo, pensamentos estranhos a nós? Que pensamentos nos podem conduzir adiante e que pensamentos nos aprisionam? Que pensamentos são vitoriosos e que pensamentos são derrotistas? Alguns pensamentos nos elevam, nos energizam, outros nos rebaixam, nos deprimem, nos desviam..! Assim, é claro, que algum tipo de controle e de verificação devemos ter sobre os pensamentos e é este o significado de "centramento". Comece por reconhecer que você é diferente dos pensamentos, que você pode selecioná-los ou mesmo, neutralizá-los; e que assim, você se encontra em um nível de superioridade para com eles, sendo seu instrutor e não o contrário. Con-centração não pode ser um esforço cego, não pode acontecer às tontas, "centramento" é um estado natural, desde que entendamos toda a situação. AUTO-CONTROLE é, assim, uma disposição natural de saber administrar nossas energias, reconhecendo como "angariar" e como "reservar" nossas energias. Isto é assunto de sabedoria, ao passo que desperdiçar energia é assunto de ignorar sabedoria..!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O mistério sutil entre a Lua Cheia e a Lua Nova




Resposta: “Amavasya significa dia sem lua ou de nova lua. Sempre que alguém ou algo se ausenta, através daquela ausência, sua presença se torna ainda mais forte.

Se você tem um amigo ou alguém que ama e que está sempre com você, a presença dele nunca é tão percebida. Porém, no instante em que se ausenta, você se ressente. O vazio que se segue se torna mais potente que sua anterior presença. Do mesmo modo é com a lua, sua ausência a torna mais presente que nunca. Em qualquer outro dia, até mesmo em Pournami ou lua cheia, ela está lá, mas em Amavasya, sua presença é sentida ainda mais!
A terra fica ‘receptiva’ em Amavasya; o processo de vida fica lento no planeta, surgindo a oportunidade de entendermos a integração dos vários níveis de vida. Quando um certo ‘slow down’ acontece é quando você percebe melhor o seu corpo. Quando você está muito ocupado e tudo anda bem, nem toma conhecimento do corpo. Porém, se algo surge nele, alguma dor, subitamente o corpo adquire importância, e você tem que prestar atenção a ele.
Este é o significado de Amavasya. Neste dia, porque uma certa integração dos elementos está em vigor, há uma desaceleração em tudo. Se você está buscando bem-estar material, Pournami é sagrado. Se está buscando realização espiritual, Amavasya é sagrado. Portanto, há diferentes tipos de práticas e rituais para estas duas dimensões da vida. São dias em que se pode verificar facilmente ‘o que sou eu’ e ‘o que não sou eu’, e daí em diante tem início a jornada do irreal até o Real.
Desde Amavasya até Pournami, cada mês, a oportunidade surge naturalmente. Mesmo para aqueles que se acham totalmente alheios a isso. A natureza de Pournami está mais para o feminino. Amavasya é muito seco. Um dia antes de Amavasya é conhecido como Shivaratri, ou seja, a noite de Shiva. Quando tudo está às escuras, é como se a criação houvesse se dissolvido; há um toque de destruição em Amavasya e a energia feminina fica muito sensível, causando um certo medo e confusão, fazendo a mulher se sentir um tanto desafiadora e masculina. Pournami, a lua cheia, é mais apropriado à energia feminina, que usa melhor o clima disponível. Para o masculino, que busca a realização interior, Pournami não é auspicioso.
Talvez você saiba que, se pessoas se acham mentalmente desequilibradas, nestas duas fases da lua se desequilibram ainda mais. A razão disso é o impacto gravitacional da lua sobre o planeta. Está puxando tudo para cima, oceanos tentam se elevar, e do mesmo modo, até nosso sangue procura erguer-se pela força lunar. Portanto, se você estiver, um pouco que seja, em desarmonia devido à excessiva circulação (de energia) em seu cérebro naquele dia, você ficará mais desarmônico ainda. Estando alegre, ficará mais alegre; se estiver infeliz, ainda mais infeliz ! Seja qual for sua qualidade, ela vai ser realçada neste dia, porque o sangue estará sendo sugado para cima, assim como toda sua energia. Para o aspirante espiritual, que sempre está à procura de algo que lhe eleve a energia, estes dois dias são como uma dádiva da natureza!”
Fonte: "Isha Foundation.org"


quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Último Samurai e o verdadeiro poder da mente vazia...

Por incrível que possa parecer, foi ao assistir o filme "O Último Samurai", protagonisado pelo ator americano Tom Cruise, que me dei conta de quão é importante o aspecto 'mente vazia'. No filme, soldados mercenários são contratados para lutar no Japão, treinando tropas locais para fazer frente a um grupo rebelde de samurais. Estes soldados, mesmo possuindo armas de fogo, foram submetidos pelos samurais, que possuiam tecnicas de luta muito antigas. O chefe dos mercenários, um coronel americano (o ator Cruise), foi levado como prisioneiro, em estado muito precário, ao acampamento dos samurais, onde é claro sofreu várias hostilidades. Quando já se havia recuperado, fez-se amigo de um garoto, filho do chefe samurai, com quem brincava de espadas. Um dia, sendo surpreendido por alguns mestres, um deles, para evidenciar superioridade, lhe disse que viesse tentar com ele, e não com a criança. É claro, durante o treino, levou uma surra do experiente espadachim samurai. Um outro, afinal, observou: "Ele não vai aprender nada, pois sua mente está cheia de pensamentos!" Bom, essa foi a sequência que me chamou a atenção, e comigo mesmo conclui: "Sim, com a mente abarrotada de sentimentos vingativos e pensamentos de querer vencer, ele não tem mesmo como entender qualquer nova tecnica!"
Este ensinamento veio se somar a uma série de outros que enfatizam a necessidade de se alcançar 'a mente vazia'. Aqui no ocidente, consideramos que a mente cheia de conceitos, de preocupações, de planos e previsões, calculista, é uma mente educada e diligente, mente de alguém inteligente! Porém, em outras partes do planeta, aquele que tem a mente cheia de muita coisa, não pode aprender nada. Uma pequena estorieta Zen pode ilustrar melhor esta situação:
"Um mestre japonês durante a era Meiji, de nome Nan-in, recebeu certa vez um professor universitário que desejava muito conhecer o Zen. Nan-in serviu chá. Foi servindo até que a chícara de seu visitante ficou cheia, mas, não parou, continuou a servir. O professor, vendo a chícara transbordar, não conseguiu mais se conter:
'A chícara está totalmente cheia, não cabe mais nada!'
'Do mesmo modo que a chícara', comentou Nan-in, 'o senhor está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso lhe falar do Zen, a menos que, primeiro, esvazie a sua chícara?"

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

"Refletindo sobre o Atman", inspirado por Swami Vivekananda

Cada qual, é claro, pode fazer seu próprio discernimento e reflexão, e é sempre bom que o faça. É como tomar um alimento e digerí-lo, e depois, assimilá-lo! A Vedanta tem por premissa que "somos divinos", e este é sempre um dos temas mais enfatizados por Swami Vivekananda: "A verdade sobre o ATMAN deve ser a primeira a ser ouvida. Se você já ouviu, reflita a respeito dela. Depois, medite sobre ela. Chega de argumentos inúteis. Regozije-se em saber que você é o espírito Infinito. Se isso é verdade, não há sentido em continuar se vendo como corpo. Você é o Ser e isto deve ser compreendido." 
Bem, como isso pode ser compreendido? Pela meditação! Meditação é a contemplação contínua do Ser. Quem nos pode ensinar a contemplar nosso âmago, nosso Íntimo, aquilo que Somos? Somos o Ser, aquele divino Tu, que vai acabar aprendendo a contemplar-se! A contemplação de um belo panorama de beleza natural, pode ser ensinada? Temos de ir aprendendo, temos de nos aquietar e fazer parte daquilo que adoramos. 
Se o amor a Si mesmo não está presente, em que se sustenta nossa vida?
Nós somos o Atman, mas presentemente, não passamos de um 'eu conceitual', um amontoado de pensamentos nem sempre de primeira mão. Como isso aconteceu? O mundo é feito de conceitos, e tivemos de ir aceitando e incorporando certos conceitos: sou fulano de tal, tenho tal profissão, estas são minhas idéias, tenho tais qualidades, etc. Todavia, sou hoje capaz de ver que não passam de LIMITAÇÕES! 
Há que haver aqui uma verdadeira reviravolta, como sugere o Swami - 'Chega de argumentos inúteis! Regozije-se em saber que você é o Espírito Infinito!' Assim, toda questão é esta: reconhecer que somos o Eu Superior, impessoal, para sempre livre e em paz! Para tanto, um verdadeiro 'salto quântico' tem que ser dado aqui, para que se conheça de fato a realidade de conceitos como  'silêncio...paz...amor...meditação...divindade...liberdade', ao tocarmos o centro de nosso próprio coração! 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"A Taste of Honey" ou como fabricar seu próprio mel!

Qual deveria ser, a esta altura, a preocupação principal daqueles que desenvolvem o ponto de vista de Vedanta? É claro, desejamos chegar à altura de viver - "Be a hero. Always say: I have no fear!", como sugerido por Swami Vivekananda. Continuando com o tema abordado na postagem de 28.12.10 - 'Que bem fará ao mundo nosso amor a Deus?', fornecemos a seguir o ponto de vista de mais alguns Instrutores:
Eckhart Tolle: "As pessoas creem que os problemas do mundo poderiam ser resolvidos se nos reuníssemos e discutíssemos a respeito. Porém, entrando em negociações podemos aumentar os problemas, ao invéz de resolvê-los! Nâo conseguem compreender que tais problemas surgiram por havermos perdido a conexão com a Fonte, de onde tudo veio. Não se perca nos desvios da mente, somos um movimento espacial do Universo, se não perdermos o contato com a Fonte!"
Sri Nisargadatta Maharaj: O problema da humanidade se encontra no mau uso da mente, apenas isso. Todos os tesouros da natureza e do espírito se acham abertos para aquele que souber usar a mente corretamente.

Pode-se gastar uma eternidade buscando em algum lugar por amor e verdade, inteligência e boa vontade, implorando a homens e deuses, mas tudo em vão. Porque deve-se começar consigo mesmo, esta é a lei inexorável. Você não pode mudar a imagem em um espelho, sem mudar o rosto primeiro. Primeiro, compreenda que seu mundo é apenas um reflexo seu e pare de encontrar problemas com a imagem refletida. Cuide de você, corrigindo-se tanto emocional quanto mentalmente. Então, o mundo físico se seguirá, automaticamente. Fala-se tanto em reformas: econômica, política e social. Esqueça as reformas e focalize o ‘reformador’. Que espécie de mundo pode ser criado por quem é estúpido, ambicioso e desumano?"
Sri Buddha: certa vez, um homem se aproximou de Buddha e perguntou: "O mundo está tão cheio de desespero, as pessoas vivendo na miséria... como você pode permanecer sentado em paz, silêncio e alegria?" Buddha respondeu: "Se uma pessoa está sofrendo, com febre, o médico deve deitar-se a seu lado e sofrer também? O médico, por compaixão, precisa se deixar infectar, deitar com o paciente e ter febre? Isso ajudará o paciente? Antes, havia apenas uma pessoa doente, agora temos duas - o mundo estará duplamente doente. Não, esta não é a ajuda, o médico precisa estar saudável para curar seu paciente. Quanto mais saudável estiver, mais poderá ajudar!"

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

'Que bem fará ao mundo nosso amor a Deus?'

Algumas perguntas surgem com mais frequência que outras, quando se trata de crescimento interior. Algumas pertencem à sua época somente, mas outras permanecem através dos tempos. Uma destas, sempre acaba sendo apresentada aos mestres espirituais: "Por que devo me tornar 'espiritual', ou seja, praticar o reto agir, a não violência, o autocontrole, estudar as escrituras, enquanto o mundo está submerso em confusão e necessidades?" Em palavras mais simples, a mente calculista e oportunista, traz sempre uma 'carta escondida', como se diz, uma pergunta que lhe parece insuperável, e ao mesmo tempo, estratégica: "Se todos estão cegos e não há luz, porque só eu devo enxergar?"
Bem, desde tempos remotos, a mente não-desperta deseja conferir a validade da mente plenamente desperta, apresentando uma dúvida aparentemente lógica. É claro, alguém astutamente quer ver se confunde o pensamento pacífico do Instrutor disponível, no momento em que ele vê crescer, muito contra sua vontade, o número de ouvintes interessados. Vamos examinar algumas das respostas apresentadas:
Por Ramana Maharshi ao escritor inglês Paul Brunston:
"Não se preocupe com o futuro. Por ventura sabe o que toca ao presente? Existe um Ser que governa o mundo, é apenas com Ele esta preocupação. Quem criou o universo sabe melhor do que nós o que há de fazer. É Ele quem carrega o peso do mundo e não o senhor! Assim como a pessoa é, o mundo lhe parece. Se o senhor não conhece a si mesmo, como pode compreender o universo? Antes de mais nada, procure se esforçar para encontrar a Verdade em si mesmo, e só depois poderá perceber o que Se encobre por trás deste mundo que o rodeia!"
Por Sri Ramakrishna a Mahendranath Gupta:
"Este é o passatempo de vocês, pessoas de Calcutá, dar ensinamento para trazer as pessoas à luz. Ninguém reflete para considerar como obter luz para si mesmo. Quem são vocês para ensinar os outros? Aquele que é Senhor do Universo vai ensinar a cada um. Apenas Ele nos ensina, que criou o universo, que dispos o sol e a lua, homens e animais, e todas as outras coisas. Ele que forneceu meios para seu sustento, que às crianças deu os pais, a quem dotou com amor para delas cuidar. O Senhor criou tantas coisas, será que não mostrará às pessoas a maneira certa de reverenciar? Se necessitarem de ensino, Ele as ensinará. Ele é o Guia Interior!"
Por Swami Vivekananda a um aluno:
"Jamais formule esta tola questão: 'Que bem fará ao mundo nosso amor a Deus?' Deixe que o mundo prossiga: ame e não peça nada, ame e não procure mais nada! Ame e se esqueça de todos os 'ismos'. Beba da taça do amor e enlouqueça!"
(a continuar)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Alguns "masterpieces" para ilustrar as Quatro Yogas

1. Bhakti Yoga, a Yoga da Devoção, como expressa por Paramahansa Yogananda:
"As pessoas, na maior parte, pensam que se primeiro adquirirem prosperidade e segurança material podem, em seguida, pensar em Deus. Esse adiamento, porém, apenas leva a um círculo vicioso de satisfação infinda. É preciso que Deus seja encontrado primeiro. Ele é a maior necessidade da vida, porque Ele é a fonte da felicidade e da segurança duradouras. Se a consciência da presença dEle vier a você uma só vez, você saberá o que é a verdadeira felicidade. Se, por uma única vez, você tiver este real contato com Deus, compreenderá que quando você O tem, o universo está a seus pés. Deus é aquele que lhe dá tudo; é preciso que Ele esteja sempre com você! Se você pensar em Deus na mais profunda meditação, se você O amar de todo seu coração e sentir-se completamente em paz na presença dEle, sem desejar qualquer outra coisa, o magnetismo celestial de Deus atrairá para você tudo o que você tenha algum dia sonhado, e muito mais.

2. Raja Yoga ou do Controle Psíquico, como expressa por Sri Ramana Maharshi:
"Como resultado da constante dissipação de energia na forma de pensamentos, a mente se tornou fraca e, assim, instável. Quando conseguimos que a mente se fixe em um único pensamento, a energia é conservada e a mente se torna mais forte. Esta fortaleza mental se alcança pela prática, como enfatizado na Bhagavad-Gitâ.

3. Karma Yoga ou do Agir Desinteressado, como expressa por Swami Vivekananda:
"Nossa miséria vem, não do trabalho, mas do apego que desenvolvemos por ele. Considere o dinheiro, por exemplo, é muito bom ter dinheiro, as pessoas trabalham duro por ele, mas não deveriam se apegar a ele. Assim também com filhos, com esposa ou esposo, com parentes, com fama, com tudo; não é necessário baní-los, apenas não se apegue a eles! Há somente um apego permitido e este é com Deus, com mais ninguém. Trabalhe para os seus, ame-os, seja bom com eles, sacrifique o que quiser por eles, porém, jamais se apegue!

4. Jñana Yoga ou Yoga do Conhecimento de si mesmo, como explicada por
Sri Ramakrishna:
"Um homem gostava muito de fumar. Certa vez, no meio da noite, acordou com muita vontade de fumar. Pegou seu cachimbo, encheu com tabaco e levantou-se à procura de fósforos. Verificou que não havia mais fósforos na casa, então, mesmo aquela hora, resolveu ir até a porta do vizinho e bater. Este, naturalmente desgostoso, perguntou: 'O que é? Porque me veio acordar no meio da noite?' O outro respondeu: 'Por favor, perdoe-me! Você sabe quanto gosto de fumar. Vim lhe pedir fósforos. Não se zangue comigo. Passe-me alguns e irei embora em silêncio!' O vizinho viu que ele carregava um lampião consigo, para iluminar seus passos na escuridão. Então, lhe respondeu: 'Que tolice a sua, não percebeu? Está carregando uma chama consigo. Poderia ter aceso seu cachimbo com a chama de seu lampião!
Na Jñana Yoga, a Vedanta ensina que já somos ou já temos, aquilo que estamos procurando no mundo exterior.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A Cidade da Memória Perdida (final)

Com o passar do tempo, um dia chegou ali um santo homem. De imediato reconheceu o rei de Smritinagar, que era dado como perdido, e se apressou a lhe dizer: “Por onde tem andado, Sua Majestade? Todo seu reino está em confusão esperando seu regresso!”
“O que quer dizer?”, replicou o rei caçador um tanto atônito com aquela novidade. “Mas... pensando melhor, tenho tido um sonho estranho todas as noites”, confessou. Quando relatou seu sonho, o santo homem compreendeu o que lhe havia sucedido. Logo divisou um plano para que o rei retomasse seu trono. “Deixe-me dar-lhe um conselho, meu filho, vou contar-lhe o que fazer para tornar seu sonho em realidade. Primeiro trate de se convencer de que é, de fato, um rei. Procure lembrar-se de sua condição de nobreza, de soberania, de poder e bonomia. Sinta-se novamente como sendo soberano, pense como tal, aja como tal, seja de novo um rei. Afirme a si mesmo, tanto quanto possa: ‘eu sou aquele rei perdido’, ‘eu sou aquele soberano’. Quando conseguir mande chamar-me, e então lhe direi o que fazer.” E assim dizendo se foi.
O rei ficou sozinho a cismar: “Isto é muito ridículo. Meramente afirmar que sou o rei não fará de mim um soberano!”. Porém, não tendo outra escolha, resolveu começar.
O tempo passou. Aquele que um dia duvidara agora possuía certeza. “Estou convencido de que sou aquele monarca esquecido de sua própria condição. Vou mandar chamar o santo homem para que me diga o que fazer a seguir.”
Ao chegar o eremita, para demonstrar sua fé e gratidão, o rei se prosternou e recebeu a benção do santo.
Agora que o rei havia recuperado a memória, não duvidando mais de sua majestade, o eremita lhe deu a seguinte indicação: “Vá agora e alugue um cavalo branco, todo arreado, juntamente com alguns homens armados para acompanhá-lo. Cavalgue, então, em direção ao reino vizinho de Smritinagar, e proclame-se o rei perdido.”
No dia seguinte, indo ao vilarejo, o rei procedeu como lhe fora indicado, alugando um cavalo branco, arreios e um contingente de soldados. Logo dirigiu-se ao reino vizinho e, quando cruzava a fronteira, viu que uma patrulha de soldados montados se aproximava. Com grande alarde e numa voz que soava sem temor, declarou: “Eu sou o rei perdido de Smritinagar!” E, para sua surpresa, todos desmontaram-se, inclinando-se diante dele.
À medida que adentrava os limites da cidade, os camponeses se amontoavam para vê-lo passar. “Eu sou o rei perdido de Smritinagar!”, ele declarava em toda parte, vendo que todos lhe davam boas vindas com grande alegria. Sua autoconfiança crescia. Quanto mais afirmava sua real natureza, mais alegria ele sentia, e, enquanto cavalgava, o charme de suas palavras também trabalhava em seu favor. Era o delírio!
Agora, as ruas e palacetes, o próprio cenário lhe pareciam familiares. Teve um forte sentido de já haver estado ali antes, e, quando as enormes muralhas brancas do palácio surgiram diante de si, sua memória se clareou completamente, e ele cavalgou destemidamente através dos velhos portões.
(Velho conto hindú de autoria desconhecida.)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A Cidade da Memória Perdida

Vivia na antiga Índia, na cidade de Smritinagar, que significa a cidade da memória perdida, um rei sábio e justo. Um dia desejando sair à caça, preparou seu cavalo e saiu solitário para fora dos limites da cidade, atravessando a floresta real e seguindo, inadvertidamente, além dos limites de seu reino, adentrando uma terra desconhecida.

Enquanto cavalgava por densa mata, aconteceu de uma cobra atravessar a sua trilha, fazendo com que seu cavalo retrocedesse e empinasse, jogando-o para longe da sela. Ao cair, porém, bateu com a cabeça, ficando algum tempo desacordado. Quando se recobrou, olhando à volta, nada reconheceu, nem mesmo quem ele próprio era. Com a queda, havia entrado em amnésia.
Em sua confusão, o rei notou que estava vestido como caçador. “Talvez eu seja um guarda-caça nesta floresta”, pensou. Naquela noite, ergueu para si mesmo um rude abrigo, onde deu início a sua nova vida.
O tempo passou. O rei caçador fez para si uma boa casa. Durante o dia patrulhava a floresta. À tardinha, cozinhava seu jantar ao fogo, mas quando pegava no sono era perturbado por um estranho sonho. Sonhava que vivia em um grande palácio com muitos quartos e que estava cercado de cortesãos, príncipes e princesas, e uma rainha, todos dirigindo-se a ele como se fosse o rei. Porém, ao despertar, encontrava-se na condição de um guarda-caça.
O tempo continuou a passar. Certo dia um mercador, que vinha atravessando a floresta, parou para conversar. Enquanto falavam, o rei caçador relatou o sonho estranho. “Ah, vejo que deseja tornar-se um rei!”, comentou o mercador. “É um desejo comum a todos nós. Aceite meu conselho e torne-se primeiro um mercador, como eu. Compre, venda, troque, faça negócios – e logo estará rico. E onde quer que vá, poderá viver como se fosse rei.” Assim falando o mercador partiu.
“É um bom conselho”, pensou o rei caçador. E no dia seguinte foi até a vila comprar mercadoria para comerciar. Comprou, vendeu, mercadejou todo o dia, mas, ao final, verificou que estava arruinado. O rei compreendeu assim que não era feito para o comércio e, tristemente, regressou à floresta.
O tempo continuou a passar. Um dia, chegou um soldado àquelas paragens. Enquanto tomavam um chá, contou o rei sobre seu sonho. “Sim, senhor, vejo que deseja tornar-se rei”, disse o soldado. “Meu conselho é simples. Torne-se um soldado primeiro. Sirva bem ao exército e será promovido. Quando for general poderá ir à guerra e anexar um grande reino.” Assim falando, o soldado partiu.
“É um bom conselho”, pensou o rei caçador, e no dia seguinte foi ao vilarejo se alistar. Mas, quando o sargento encarregado o viu, sacudiu a cabeça dizendo: 'Tu és muito velho e gordo para servir ao exército'. O velho monarca baixou a cabeça então e retornou à floresta.
(a continuar)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Afirmações Positivas (parte III)

A coisa toda é muito simples, sem mistério! A vida, nossa existência pura, o fato simples de existir, é algo muito precioso por si mesmo. Uma verdadeira 'joia preciosa' se formos ver bem! Porém, não nos demos conta disso à princípio, achávamos que havia muito espaço nela e a fomos sobrecarregando com quanta coisa aparecia, a ponto de hoje ela parecer algo muito banal, e até podemos dizer, difícil de suportar!
Contudo, existir é algo simples, porém existir com sobrecarga é muito desconfortável!
A situação nos parece no mínimo trágica agora. Nos apegamos a tantas coisas que o viver se tornou 'pesado' e... intransferível! E tudo parece tão sem sabor! Quê podemos fazer?
Primeira coisa: reconheça onde está o problema, ou seja, há  desejos em demasia. Você está na vida, porém as coisas da vida se tornaram pesadas para você! É como se estivesse em um barquinho: o barquinho está no mar, mas o mar não pode entrar no barquinho! Se isso acontecer, temos de ir retirando a água acumulada, aos poucos.
Quando abrimos os olhos pela manhã, nos sentimos às vezes como crianças puras, outras vezes como adultos sem viço, não sabendo nem por onde começar o dia! Seja sincero, aquilo em que você não pode intervir, aquilo que não pode mudar, que sua presença não modifica, não se interesse mais, desprenda-se e abandone, no ato! Retire de sua vida o 'mobiliário' desnecessário e que só você sabe qual é!
É verdade que todos gostariam de ter uma vida consistente, mas a CONSISTÊNCIA não vem da posse de coisas, nem do sucessivo experimento delas, mais e mais. A consistência vem da percepção de quem realmente somos, viver de acordo com o Ser. Consistência não vem do 'rechear' os espaços vazios, mas da plenitude de nosso Entendimento. 
(a completar) 

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Afirmações Práticas à Vida Diária (parte II)

“Deve-se, primeiro, ouvir a respeito do Atman”. Ouça, noite e dia, que você é este Atman. Repita a si mesmo sem cessar, até que isto entre em suas veias, até que lateje em cada gota de sangue, em todos seus ossos e carne. Que o corpo todo se preencha com este único ideal –‘Eu sou  o imortal, o venturoso, o onisciente, o todo poderoso e sempre glorioso Atman’. Pense nisso dia e noite até que seja parte efetiva de sua vida.
Pois, sermos lembrados de nossa fraqueza não nos ajuda muito. Traga a força em vez disso, mas esta não vem se ficarmos pensando em fraquezas o tempo todo. O remédio à fraqueza não é nos entregarmos a ela, e sim, pensarmos na 'força'. Ensine às pessoas sobre a força que já se encontra em seu interior. Esta é a única atitude a cultivar!"  
( Assim falou o Swami Vivekananda, em Vedanta Prática)

Este é o contexto à partir do qual podemos tomar uma resolução: elevar a qualidade de nossa vida só depende de nós. Uma vez que tenhamos estabelecido um nível de consciência elevado, podemos iniciar nosso trabalho com os decretos dinâmicos ou afirmações positivas.
A primeira e mais simples de todas elas é a afirmação 'Eu Sou'.
À partir desta, tendo-a como base, muitas outras podem ser criadas contemplando de algum modo um aspecto de nossa real Natureza. Vejamos alguns exemplos:

"Eu Sou laboriosa Presença trabalhando em tudo que deve ser feito!"
"Eu Sou a fonte que oferece sem cessar a água cristalina do verdadeiro Amor!"
"Eu Sou a consciência, a luz, a presença da Existência!"
"Eu Sou o Atman, todo maravilhoso e livre!"
"Eu Sou este Poder que em toda parte opera!", ou mesmo,

"Eu estou em paz com Deus, estou em paz comigo e também com o amigo e o inimigo;
 estou em paz com todos pois todos estão em mim!" , ou ainda,

"Que todos os seres sejam felizes, que todos os seres sejam ditosos,
 que todos os seres estejam em Paz!"

Estas afirmações devem ser conscientizadas, declaradas para si mesmo e feitas em suave e demorado silêncio! Não se trata de mantras conducentes à condições de meditação. Você pode, com o tempo, ir definindo alguma em especial para você, para certos momentos, para acalmar sua mente e lhe conferir visão mais clara. Porém, lembre-se sempre, isto é escolha apenas sua. Outras pessoas podem não desejar se envolver com este desenvolvimento de sua personalidade. Haja , portanto, com inteligência!
(a continuar)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Afirmações Positivas à Vida Diária

Tenho certeza de que estamos já cansados de nossas imperfeições, de nossas fraquezas e vulnerabilidade. Cansados de acordar no meio da noite e, vendo os próprios e impossíveis pensamentos, se perguntar: 'Que tenho eu a ver com todas essas coisas? Qual é meu lugar em tudo isso? De onde surgiram estes fantasmas?' Diante dessa contínua dúvida a respeito de nosso real papel, há apenas um caminho a tomar: tocar no comutador e acender a luz! Não pergunte de onde vem esta luz, apenas... acenda-a!
Antes de mais nada, precisamos aprender a adorar a Fonte da vida! Ou seja, a perfeição em si próprio, o perfeito funcionamento da energia na manutenção do sistema corpo e mente. A perfeição de respirar, ou de ficar aquecido com o calor natural; a perfeição de caminhar com equilíbrio, de falar com clareza, o reto pensar! Quanta perfeição à disposição! Pensar, por exemplo, é criar ou causar. Conforme você pensa, nisso se torna. Somos o que pensamos! Pensamentos retos e declarações dinâmicas, formam a direção segura à nossa vida: afirmações positivas à vida diária!
Além do pensamento dito racional está a presença da Perfeição em todos nós. A perfeição de ver e enxergar, de ouvir e compreender, de desejar e conseguir, de falar e ser entendido; de bailar e rejuvenecer e, sobretudo, de poder reconhecer o Divino Eu Sou em toda parte!
Isto é o que há de mais simples: saber onde está a Fonte e trabalhar para que funcione cada vez melhor!
Como? Lembre-se de que uma bicicleta só prossegue se o pedalar e o dirigir estão coordenados. Qualquer dúvida ao guidon, o veículo perde a direção certa. Se tudo funciona bem em seu corpo, não descuide de sua mente. Parece que todos já sabem disso, mas... não custa recordar. Nunca faça falsas afirmações a seu respeito, nem brincando. Adote uma posição elevada em sua mente, o melhor nível para você, onde você é mais verdadeiro, e programe sua perspectiva a partir dalí! Ao determinar seu nível existencial, toda sua energia começa a lhe obedecer a partir disso; portanto, não saia mais dizendo que não consegue, que não sabe ou que é impossível realizar algo. Você já definiu seu melhor patamar, permaneça com ele. Assim você há de crescer espiritualmente. A direção do guidon é agora estável, a bicicleta vai completar sua jornada. Antes, você pedalava e pedalava e ela parecia no mesmo lugar. Daqui pra frente, você verá que diferença!
Isto é somente uma introdução ao assunto em pauta: as afirmações dinâmicas à vida diária.
Mas...deixemos isto para amanhã.

segunda-feira, 29 de março de 2010

O Momento Presente

É claro que o conhecimento do 'momento presente' é algo intuitivo, pois nós estamos nele o tempo todo. É como se estivéssemos sentados nele dirigindo nossas operações a partir daí! Todavia, para efeito descritivo, temos de usar alguma idéia e dizer que o 'momento presente' não é alguma coisa, uma ponte, entre o passado e o futuro. Não é um caminho e não há um atalho também, o momento presente já está aqui e nós o chamamos AGORA! Vamos tentar lhe oferecer uma idéia do fino sabor do Momento Presente. Um homem pescava com seu caniço à beira de uma lagoa. Tudo era silêncio e sua linha descia quase invisível da ponta do caniço até a água, onde se engatava em uma rolha que flutuava! O pescador estava todo atento e ao menor movimento da rolha naquela superfície calma, seus olhos percebiam, suas mãos estavam serenas e firmes segurando a vara, na mente nenhum pensamento havia. Em dado instante, alguém se aproximou e lhe perguntou alguma coisa. Ele nada percebeu.  A pergunta foi feita novamente, mas ele nada respondeu. Não via e nem ouvia nada ao seu redor, toda sua atenção se achava concentrada no que fazia, na dança da rolha e nas sensações que lhe chegavam através do caniço. Estava totalmente alerta, todo conectado ao Presente. Naquele AGORA, toda sua energia se desprendia e se transformava em atenta e cuidadosa ATENÇÃO. Era UM com aquele lugar, com aquele momento, com aquele imediato existir.
O fato inarredável de Ser - Eu Sou -  de existir, é imensamente prazeroso. A maravilha de ESTAR PRESENTE não pode ser cortada pela tesoura dos ponteiros do relógio jamais! A observação estática da beleza inerente ao Momento Presente vai num crescendo até o samadhi, primeiro como 'duas coisas' e logo Uma só. Este Êxtase é nossa divina natureza!

OM Namah Shivaia - encontro Oriente e Ocidente



Meditação em Yoga: Em yoga Clássica, a yoga de Patanjali, ciência que demonstra a potencialidade possível ao homem, há oito passos a completar, envolvendo disciplinas tanto físicas qto. mentais. Na 1ª destas etapas, se acham disciplinas relativas à autoeducação, ou auto-controle, tais como: não violência (ahimsa), veracidade (satyagraha), continência (brahmacharya), etc. Na etapa seguinte, dita das 'observâncias', estão a prática de pureza, contentamento, esforço sobre si mesmo, estudo e consagração ao Ideal.

O 3° passo, ou 3ª pétala da Flor de Yoga, trata das posturas ou âsanas, ou seja, os modelos gestuais recomendados aos que aspiram algum domínio sobre seu corpo. A quarta etapa é dos 'pranayamas', isto é, as disciplinas necessárias ao controle da energia através da respiração. Pratyahara é a etapa em que se aprende a controlar os sentidos. Dhârana, a 6ª etapa, se ensina a concentração da atenção. O sétimo passo, denominado Dhyâna, se refere às tecnicas de introspecção ou de meditação, e o último degráu chama-se Samadhi, ou completa absorção no Ideal Espiritual.

Este é o caminho de Yoga, relevante símbolo atual do encontro entre Ocidente e Oriente.

Para ler todo o texto, click acima das postagens em 'Meditação em Yoga'.