domingo, 6 de setembro de 2015

"A Única Fonte de Tudo..!"

“A Única Fonte de Tudo”- 

                        “Vamos meditar no Ser Supremo no íntimo do coração. Ele que é a única
                         fonte de toda Ventura, a solitária meta de todo conhecimento; a quem as mais
                         elevadas deidades buscam e que é o imóvel operador do universo.
                         Dele o universo surgiu, nEle tem sustentação e nEle será reabsorvido.
                         Ele é o que remove todos os temores e concede luz eterna e paz inverencial.
                         Os yogues O realizam na profundeza de seu coração através da intensa meditação.
                         É por esta realização que vão além de todo sofrimento, de toda limitação,
                         alcançando absoluta felicidade e paz.”

            Vamos relaxar o corpo e a mente, reunir nossos pensamentos e meditar no Divino Ser na profundeza do coração. Pense no Eu Supremo como a única fonte de toda vida, de toda força, de toda sabedoria, de todo amor e de toda alegria. Ele é aquele Adorável Ser, que parece estar muito distante de nós, mas, em realidade, é o mais próximo dos próximos. Ele é o Eu mais íntimo de todo ser humano. É a Alma de todas as almas. Para conhecê-lO, não temos de ir a parte alguma. Podemos encontrá-lO no fundo do coração através da intensa meditação.
            Seja qual for nosso poder, seja qual for nossa alegria, seja qual for nossa sabedoria, tudo teve origem nEle. Aparentemente, conseguimos satisfação de vários objetos. Aparentemente, recebemos forças de muitas fontes, porém, Ele é a única fonte de todo prazer e de toda força. Toda expressão de alegria vem dEle. Toda expressão de poder vem dEle. Mas, não pensamos na fonte. A água que vem da torneira não procede da torneira, mas, sim, da fonte à distância. De modo semelhante, todas as satisfações têm uma exclusiva causa, e esta causa é o Ser Supremo.
            O Eu Supremo é o Ser Supremo, Ele é a entidade toda penetrante, a mais íntima essência de tudo que existe. Ele é a Realidade subjacente que faz com que tudo nos pareça real. Nosso poder é limitado e assim também nosso conhecimento e nossa felicidade, porque não nos voltamos àquela única fonte de poder, de saber e de felicidade. Vamos nos voltar para Aquela fonte.
            A fonte é a Alma de todas as almas. Volte seu olhar interior para o mais remoto recôndito da alma. Que encontrou lá? Lá está o espírito consciente, sempre radioso. Este Supremo Ser é pura consciência, o auto-luminoso espírito que tudo manifesta. É a luz do espírito que permite aos olhos ver, aos ouvidos ouvir, à mente pensar, sentir, conhecer. Este consciente espírito em toda criatura é a fonte de toda fortaleza, de todo prazer, de toda sabedoria. E, ao fundo deste espírito individual, está o Ser Supremo.
            Pense neste Ser Supremo, auto-luminoso, puro espírito, absoluta consciência. Medite nesta luz. É esta luz que traz pureza, que traz força, alegria e amor. Medite neste auto-efulgente espírito como seu mais íntimo ser.
            Por meio de profunda meditação, você se une a Ele, e, alcançando a única fonte de toda bem-aventurança, você se transforma. Desde aquela fonte, a pureza entra em sua mente, em seu corpo. Daquela fonte, o amor entra em seu coração. Daquela fonte, o contentamento vem para você e da mesma fonte toda sabedoria flui.
            Medite na luz do Espírito Supremo. Imagine que entrou naquela luz, que está inundado por ela e que está inteiramente transformado. Aí está todo o segredo da pureza, do amor verdadeiro, da verdadeira sabedoria – entrar em contato com a fonte. Como se pode fazer contato com a fonte? Voltando os pensamentos para Ele e meditando na fonte com toda fé e devoção. Medite profundamente nEle, até que realize sua unidade essencial com Ele.

(Do texto "Meditações Conduzidas", do Swami Satprakashananda, Vedanta Society of St. Louis-USA)
OM Shanti  Shanti  Shanti

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OM Namah Shivaia - encontro Oriente e Ocidente



Meditação em Yoga: Em yoga Clássica, a yoga de Patanjali, ciência que demonstra a potencialidade possível ao homem, há oito passos a completar, envolvendo disciplinas tanto físicas qto. mentais. Na 1ª destas etapas, se acham disciplinas relativas à autoeducação, ou auto-controle, tais como: não violência (ahimsa), veracidade (satyagraha), continência (brahmacharya), etc. Na etapa seguinte, dita das 'observâncias', estão a prática de pureza, contentamento, esforço sobre si mesmo, estudo e consagração ao Ideal.

O 3° passo, ou 3ª pétala da Flor de Yoga, trata das posturas ou âsanas, ou seja, os modelos gestuais recomendados aos que aspiram algum domínio sobre seu corpo. A quarta etapa é dos 'pranayamas', isto é, as disciplinas necessárias ao controle da energia através da respiração. Pratyahara é a etapa em que se aprende a controlar os sentidos. Dhârana, a 6ª etapa, se ensina a concentração da atenção. O sétimo passo, denominado Dhyâna, se refere às tecnicas de introspecção ou de meditação, e o último degráu chama-se Samadhi, ou completa absorção no Ideal Espiritual.

Este é o caminho de Yoga, relevante símbolo atual do encontro entre Ocidente e Oriente.

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