sexta-feira, 30 de abril de 2010

"Eu e você somos um...!"

"Hoje... este hoje, este precioso momento,
este mesmo instante, quê pode ser?
É algo unicamente seu,
sua própria experiência e conhecimento;


                                   hoje é aquele instante
                                   em que você percebe quem é,
                                   a que realidade pertence.


Não há nenhum lugar fora de você,
o hoje e sua imensidão
são apenas você mesmo.


Você é a certeza de que alguém
está presente, vivo e consciente,
neste momento que chamamos hoje.


                                  Passado e futuro estão sempre “fora”,
                                  sempre algo terá passado
                                  e algo está para chegar,
                                  mas sempre estarão fora de você.


Aquilo que representa o tempo e o espaço
e que você chama de hoje,
é você mesmo, consciente ou não.


Assim, quanto mais puder perceber
o que é o tempo e que ele vive em você,
menores serão as impressões do mundo
e de suas coisas em sua mente.


                                 Há você, que é o presente,
                                 e o mundo, que é o passado e o futuro.
                                 Mas você, por ser o presente,
                                 é o único ser real, pois foi por você
                                 que o futuro virou passado,
                                 e este perdeu-se nas dobras do esquecimento.


Assim, que é verdadeiro e certo?
Você é o único observador da vida,
todos os outros são partes da vida,
mas estão fora de você, e, estando fora,
representam a impermanência da vida.


Porém, em você, a vida é permanente.
Nada pode afastar este “hoje” da sua vida,
nem o “morrer”. E, o único que você pode fazer
é continuar, sem nunca desistir,
até o final da estrada da realização,
até o momento sublime do silêncio total,
silêncio que é a ausência de toda ação,
quando haverá apenas uma vontade
unindo tudo em um mesmo conhecimento...Eu Sou!"

By Jay Govinda

Mantenha a conexão com o Poder da Fonte

"Nâo se perca nos desvios da mente - somos um movimento espacial do Universo se não perdemos o contato com a Fonte. As pessoas creem que os problemas do mundo podem ser resolvidos se nos encontrássemos e discutíssemos a respeito. Porém, entrando em negociações podemos aumentar os problemas, as invés de resolvê-los. Não conseguem compreender que os problemas do mundo aparecem por havermos perdido a conexão com a Fonte da qual tudo veio.
Esta Fonte é um espaço sem pensamentos: não se perca 'calculando', ou 'criando' ou 'planejando', mas, trate de ficar conectado à Fonte. Estando conectados podemos criar, não como pessoas, mas como um movimento da Consciência do universo!"

By Eckhart Tolle, escritor e pensador do "Poder do Agora"

terça-feira, 27 de abril de 2010

Entendendo como controlar o pensamento...

Na obra 'Talks with Sri Ramana Maharshi', em forma de conversações, pessoas estão apresentando a ele suas dúvidas no que concerne à prática espiritual: 
Pergunta: 'A prática da concentração é necessária?'
Sri Ramana: 'A concentração não é pensar apenas em um objeto. Ao contrário, é descartar-se de todos os pensamentos que obstruem a visão de nossa verdadeira natureza. Agora, parece difícil a supressão dos pensamentos, porém, no estado natural, será mais difícil ativá-los! Afinal, porquê deveríamos pensar nestas coisas todas? Existe apenas o Atman, o Ser. Pensamentos existem somente em presença de objetos, mas, não havendo objetos, como podem os pensamentos surgir?
Os hábitos nos convenceram de que cessar o pensamento é difícil. Se este erro fosse entendido, ninguém seria tão tolo de se esforçar desnecessariamente. Quando a atenção é dirigida aos objetos, a mente fica consciente deles somente.  É nossa situação atual. Porém, ao colocarmos a atenção no Ser interior, nos tornamos conscientes dele. Assim, tudo é apenas questão de atenção.
Se a mente começa a vagar, devemos de imediato reconhecer que não somos aquilo e perguntar - 'Que sou eu?', trazendo outra vez a atenção ao pensamento do Ser.
A meditação no Ser é nosso estado natural. É somente porque a consideramos difícil, que a imaginamos como um estado sobrenatural. Temos sido todos tão artificiais!
A mente repousando no Ser é sua condição natural, porém, ao invéz disso, nossas mentes descansam nos objetos externos!'

By Sri Ramana Maharshi, sábio hindú, residente em Arunachala, sul da Índia, abandonou seu corpo em 1950.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O que vem a ser 'Mergulhe Fundo'?

Todos nós que temos estudado e procurado praticar os  Ensinamentos de Yoga, mesmo em caso dos mais simples, às vezes continuam  dúvidas. Assim, para que não restem dúvidas sobre o que vem a ser o 'momento presente', vamos dizer que é aquele espaço de tempo em que o Oceano da Divindade se abre para nós! Sim, aquele instante em que ficamos conscientes de sermos UM com a Totalidade. O 'momento presente' é o momento em que, com grande clareza, temos a visão de nossa Real Natureza. Afim de sintetizar toda uma situação, às vezes com explicações elaboradas, Sri Ramakrishna, o grande místico da Índia do século XIX, cunhou a expressão 'mergulhe fundo', indicando a imediata possibilidade de absorção no oceano da Existência que começa em nosso próprio interior. Nesse sentido, para enfatizar esta tendência natural em nós, ele podia acrescentar: 'assim como o peixe está no oceano, do mesmo modo está o homem em Deus!'
Assim pensando, podemos entender que o 'momento presente' é, pois, como uma praia em que se pode ter contato, e ingressar, no estado Divino. Em nosso planeta, há apenas um grande oceano, mas que recebe vários nomes, em várias partes. Ao banhar as costas de algum país, recebe alí outros tantos nomes locais: praia do forte, praia de sambaquis, praia Grande, praia de Ipanema, etc.
O Momento Presente é aquela praia onde você se pode entregar ao Oceano da Divindade. Oh...mas onde está a entrada? Ora, está diante de você, envelopada na idéia de hoje e do agora. Significa que, ao ser suspensa a atividade pensante, você se torna consciente do que há a seu redor e lá dentro de você. Em silêncio, onde nada precisa ser dito, você reconhece o exato local de cada coisa e reconhece seu próprio local, sua própria morada que é seu próprio Ser ou Atman.
Por isso, Sri Ramakrishna ensinava de modo tão simples, mas bem significativo: 'Mergulhe fundo!'
Ou também, ele poderia dizer: 'Siga em frente'! São, todavia, a mesma idéia: não se detenha aí onde você pensa haver chegado, ainda não é todo seguro. Explore um pouco mais, vá um pouco mais adiante e descubra a excelência de seu próprio existir e a maravilha que é poder viver de olhos abertos, conscientemente. Estar consciente é de nossa natureza divina!


By Jay Govinda

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A Atitude da Rosa

A Beleza da Presença nos é subtraída, a todo instante, pelo ruído mental.

(Sugestão: Leia com suavidade, como que ouvindo o som de uma flauta proveniente do desconhecido.)

Em um remoto jardim uma flor crescia,
Uma rosa, entre tantas tão formosa, a se abrir.


Há tempo que estava só,
Mas nada sabia de sua solidão.


Em sua beleza singular não pensava – Sou uma tão bela flor!
Em seu crescimento não raciocinava – Estou desabrochando!
Em seu transcurso não perguntava – Onde está meu Deus?
Nem tampouco dizia – sou isto, não sou aquilo.


Sendo majestosa, vivia inadvertida de sua glória.
Nada tinha a comprovar, nada a negar...
Nenhuma dúvida tinha, nada... somente existia,
Estava ali...sem esforço florescendo e nada mais.


Com que graça, todavia, esta pequena flor desenvolvia.
Eu a observava em assombrado silêncio,
E emudecido pensava: - E eu, que estou fazendo?
Passo meu tempo a afirmar: - Eu sou isto, não sou aquilo.
Quanto me falta a caminhar? Onde vou encontrar meu lugar?
Ah, quão imperfeito ainda sou!


Logo reconheço, quanta tolice.
A rosa é mais sábia que eu, nada pergunta,
Apenas é, sem comparar-se jamais. Assim, encontrou sua formosura,
Sua maior razão de viver.


Então, como um raio de luz, desde o silêncio
Veio salvadora resposta: tal como o ensinamento da flor,
Eu também Sou! Sim, quando sem perguntas a mente se torna,
Eu conheço aquilo que sou, a existência mesma, o ser puro!


Ah... vou permanecer hoje como aquela flor, tranqüilizar-me,
Silenciar-me, conhecer-me... sem mais qualquer coisa buscar,
Sem mais qualquer coisa querer... sem nenhum esperar!


Sou o que sempre desejei ser...
A verdade... tão delicada, tão pura, tão simples
Como o abrir-se da flor que aí está,
A verdade... que sempre é e será,
O nome de Deus tão infinito em sua simplicidade!

By Jay Govinda

terça-feira, 20 de abril de 2010

Conselhos, de Sri Ramakrishna, aos que levam Vida Familiar

Temos aqui oportunidade de estudar um aspecto focal à vida do sincero buscador: Sri Ramakrishna está explicando o cerne de uma questão que, ainda hoje, é tida como grande obstáculo à realização espiritual. (Tal como relatado por M. na obra 'Sri Sri Ramakrishna Kathamrita', que são as conversações de Sri Ramakrishna com seus discípulos ou visitantes, original em Bengali, perfazendo 5 volumes.)
Pergunta: ‘Senhor, como devemos viver no mundo?’

Mestre: ‘Cumpra com seus deveres todos, mas mantenha sua mente em Deus. Viva com todos, esposa e filhos, pai e mãe, servindo-os. Trate-os como sendo muito queridos seus, mas saiba no âmago de seu coração, que não lhe pertencem!

Na casa de uma rica família, a empregada faz todas as tarefas domésticas, mas seus pensamentos estão em sua própria casa em um vilarejo distante. Ela cria as crianças como se fossem suas, chegando mesmo a chamá-las ‘meu Hari’ ou ‘minha Radhika’. Porém, em sua própria mente, ela sabe muito bem que não lhe pertencem.
A tartaruga se movimenta na água, mas você adivinharia onde estão seus pensamentos? Lá na margem, onde os ovos foram postos. Faça seus deveres, mas com a mente firme em Deus!


Se você entra no mundo sem primeiro cultivar o amor a Deus, vai se emaranhando cada vez mais. Até ser sobrepujado por seus perigos, seus lamentos, suas dores. E quanto mais pensar nas coisas do mundo, mais ficará aderido a elas!
Antes de qualquer coisa, passe óleo em suas mãos, só depois abra a fruta da jaca, do contrário ficarão grudentas devido ao suco pegajoso. Primeiro proteja-se com o azeite do Divino amor, só então se disponha aos deveres no mundo. Mas, para alcançar este divino amor deve-se buscar solidão. Para retirar a manteiga do leite, este deve ser deixado num local tranqüilo para que se torne coalhada: se a vasilha for muito mexida, o leite não ficará coalhado. Portanto, deixe seus outros deveres de lado, sente-se num lugar sossegado e bata a coalhada. Só assim terá manteiga!
Mais ainda, por meditar em Deus em solidão a mente adquire conhecimento, devoção e se torna imparcial. Porém, a mesma mente, se colocada no mundo, perde sua rica aquisição. No mundo há apenas um pensamento dominante: ‘luxúria e cobiça’!


O mundo é água, e a mente leite. Se você deita o leite na água eles se tornam um; você não encontrará mais leite puro. Mas, torne o leite coalhada e, batendo a coalhada, faça manteiga. Assim, quando a manteiga for colocada na água, irá flutuar. Portanto, pratique disciplina espiritual em solidão e obtenha a manteiga do conhecimento e do amor. Então, mesmo que você mantenha esta manteiga na água do mundo, as duas não vão misturar-se. A manteiga vai flutuar.
Junto com isso, tem de praticar discernimento. ‘Luxúria e cobiça’ são impermanentes. Deus é a única Substância Eterna. O que se obtém com dinheiro? Comida, roupas e um lugar para morar, nada além. Não se pode realizar a Deus com seu auxílio. Assim sendo, o dinheiro jamais poderá ser a meta da vida. Este é o processo de discernimento.”

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A Prática de Vedanta

"Todos os poderes do universo já nos pertencem. Por havermos colocado as mãos sobre nossos olhos, agora reclamamos da escuridão. Saiba que não há escuridão a sua volta! Retire suas mãos e aí está a luz, a mesma luz desde o princípio, jamais houve treva, jamais houve fraqueza!


A Vedanta não reconhece 'pecado', reconhece apenas 'erros' e o maior deles é afirmar-se 'fraco', afirmar-se 'pecador'. Tão logo você diga - 'Ah, eu sou um pobre coitado!', você está fazendo falsa afirmação, está mentindo para si mesmo, está se hipnotizando com algo vil.


Temos sempre que ter em mente que, em Vedanta, não se tenta reconciliar a vida presente, esta vida de hipnotismo, esta vida falsa que assumimos, com o Ideal. Esta vida postiça deve desaparecer e aquela 'verdadeira', a que sempre ficou ao fundo, deve se manifestar, deve brilhar.
O Ideal, como ensinado em Vedanta, está sempre muito à frente do prático, do visual. Em poucas palavras, este ideal é que você é divino, 'Tu És Aquilo', esta é a essência da Vedanta."

By Swami Vivekananda, em Vedanta Prática

OM Namah Shivaia - encontro Oriente e Ocidente



Meditação em Yoga: Em yoga Clássica, a yoga de Patanjali, ciência que demonstra a potencialidade possível ao homem, há oito passos a completar, envolvendo disciplinas tanto físicas qto. mentais. Na 1ª destas etapas, se acham disciplinas relativas à autoeducação, ou auto-controle, tais como: não violência (ahimsa), veracidade (satyagraha), continência (brahmacharya), etc. Na etapa seguinte, dita das 'observâncias', estão a prática de pureza, contentamento, esforço sobre si mesmo, estudo e consagração ao Ideal.

O 3° passo, ou 3ª pétala da Flor de Yoga, trata das posturas ou âsanas, ou seja, os modelos gestuais recomendados aos que aspiram algum domínio sobre seu corpo. A quarta etapa é dos 'pranayamas', isto é, as disciplinas necessárias ao controle da energia através da respiração. Pratyahara é a etapa em que se aprende a controlar os sentidos. Dhârana, a 6ª etapa, se ensina a concentração da atenção. O sétimo passo, denominado Dhyâna, se refere às tecnicas de introspecção ou de meditação, e o último degráu chama-se Samadhi, ou completa absorção no Ideal Espiritual.

Este é o caminho de Yoga, relevante símbolo atual do encontro entre Ocidente e Oriente.

Para ler todo o texto, click acima das postagens em 'Meditação em Yoga'.