Pergunta: ‘Senhor, poderia nos dar a visão de Deus?’
Mestre: ‘Tudo depende da vontade dEle, o que alguém pode fazer? Ao cantar o nome de Deus, às vezes correm lágrimas e em outras vezes os olhos permanecem secos. Enquanto medito em Deus, alguns dias sinto um duradouro despertar interior e noutros dias nada sinto. A pessoa deve fazer um esforço, só então pode ver Deus. Certa vez, em estado elevado, tive a visão de um lago, onde um aldeão retirava água depois de haver afastado uma espuma verde superficial. De quando em quando, tomava água na palma da mão para examinar. Nesta visão me foi revelado que a água não pode ser vista sem que a espuma verde, que cobre a superfície, seja afastada; isto é, não se consegue desenvolver amor por Deus ou obter Sua visão, sem trabalho. Trabalho significa meditação, repetição do Nome e tudo mais. Cantar o nome de Deus e Suas glórias também é trabalho, em que se pode incluir ainda caridade, sacrifícios e assim por diante.
Se você quiser manteiga, deve deixar que o leite se torne coalhada, deixando-o em um lugar tranqüilo. Quando houver se tornado coalhada, você tem que trabalhar duro com a batedeira. Só então poderá obter a manteiga do leite!
Quanto das escrituras você pode ler? Que vai obter apenas com o raciocínio? Procure realizar a Deus antes de qualquer outra coisa. Tenha fé nas palavras do guru e trabalhe! Se não tem nenhum guru, então ore a Deus com o coração desejoso e Ele lhe deixará saber como Ele é! Que vai você aprender sobre Deus em livros? De certa distância você poderá ouvir apenas o rumor do oceano. Ao se aproximar, porém, verá muitos barcos velejando de um lado a outro, pássaros a voar e ondas se quebrando!
Não se consegue um real sentimento de Deus do estudo em livros. Este sentimento é algo muito distinto de aprender por ler. Livros, escrituras e ciência se parecem a pó e palha depois da realização de Deus.
A única coisa necessária é ser apresentado ao senhor da casa. Porque ficar ansioso em saber, por antecipação, quantos jardins e casas, quantas apólices do governo o dono da casa possui? Os criados não lhe permitirão nem mesmo se aproximar, que dirá de lhe adiantar sobre os investimentos de seu amo. Desse modo, de uma maneira ou de outra, torne-se conhecido do dono, mesmo que tenha de saltar sobre uma cerca e levar um empurrão dos empregados. Então, o próprio dono da casa irá lhe relatar sobre suas casas e jardins e seus investimentos. E, o que é melhor, os criados e o porteiro o saudarão ao saberem que já é conhecido de seu senhor."
Trecho do livro "Sri Sri Ramakrishna Kathamrita", de Mahendranath Gupta
Palavras de Sri Ramana Maharshi: "A verdade permanente é tão simples. Não é nada mais que estar em seu próprio estado original. Todavia, é de admirar que para ensinar algo tão simples, inúmeras tradições foram criadas, iniciando disputas entre si sobre quem recebera autoridade divina para ensinar. Que lástima! Seja você mesmo, isso é tudo!"
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
No Atelier do Espírito... Silence Speaks!
"Oh So Blessed Bliss..."
From the Ocean of Bliss came a bottle
with a message inside and it says like this:
'You Are... I Am... He Is...
There is no greater truth than this;
Know that to be Perfect!'
You can make it... this is the Ocean of Bliss, but once you forget it-
your True Nature, which is blissfulness,
sorrow will follow!...sorrow will follow!!
We are but little bubbles on the ocean of Bliss,
so dance little bubbles on the ocean of Peace...
Awake up little bubbles...this is all Bliss!
By Jay Govinda
From the Ocean of Bliss came a bottle
with a message inside and it says like this:
'You Are... I Am... He Is...
There is no greater truth than this;
Know that to be Perfect!'
You can make it... this is the Ocean of Bliss, but once you forget it-
your True Nature, which is blissfulness,
sorrow will follow!...sorrow will follow!!
We are but little bubbles on the ocean of Bliss,
so dance little bubbles on the ocean of Peace...
Awake up little bubbles...this is all Bliss!
By Jay Govinda
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
"Quando o Silêncio chega, a mente desaparece!", by Osho
"A mente é uma ilusão, ela não é, mas parece ser, a tal ponto que você se confunde com ela! A mente é maya, é só um sonho, uma projeção... uma bolha de sabão! As pessoas falam em atingir 'um estado silencioso da mente', pensando que a mente pode se calar. A mente nunca se cala, pois ela significa o conflito, o tumulto, a tensão, a enfermidade. Ela não silencia, quando há silêncio, a mente não está alí! Quando o silêncio chega, a mente desaparece; quando a mente está, não há mais silêncio. Assim, não pode haver uma mente silenciosa, como não há uma doença saudável. Então, por favor, abandonem esta ilusão! É como se você estivesse pensando em viajar sobre o arco-íris e me perguntasse: 'Que passos devo dar para subir no arco-íris?' Resposta: 'Nenhum, o arco-íris é só um aparição, assim, nenhum passo pode-se dar'. Um arco-íris simplesmente aparece, não é uma realidade, é uma falsa interpretação da realidade.
A mente não é sua realidade, é uma falsa interpretação. Você não é a mente e nunca poderá ser. Este é o problema, identificar-se com algo que não existe. Um mendigo acredita possuir um reino e está sempre preocupado demais com o palácio, em como administrá-lo, como governá-lo, como protegê-lo, etc. Faz tantos planos. Todavia, não há nenhum reino, mas ele permanece preocupado!"
By Osho, no livro "Conversas Sobre o Zen".
Compreendendo a 'raiz do problema', segundo a Vedanta
Pergunta:
Nós inicialmente pensamos que compreender uma filosofia seja algo intelectual, mas parece que a verdadeira experiência espiritual está conectada a um estado supra-consciente, além da mente. Este processo de reflexão ou estudo conduz a isto?
Resposta:
Muito simples de explicar: - Eu ainda não conheço tudo que está envolvido nisso, estou aprendendo!
Agora entra em cena a questão de evolução. Que vem a ser “evoluir”?
Nós inicialmente pensamos que compreender uma filosofia seja algo intelectual, mas parece que a verdadeira experiência espiritual está conectada a um estado supra-consciente, além da mente. Este processo de reflexão ou estudo conduz a isto?
Resposta:
Tem havido muitas formas de abordar o problema, mas a questão é: “somos já espirituais ou estamos evolvendo à caminho da espiritualidade?” Esta é a indagação principal! Sou eu já espiritual ou vou tornar-me espiritual?
As religiões populares têm sempre procurado dar ênfase a que “eu fiz algo muito errado antes e agora tenho que fazer-me bom!” A Vedanta é a única religião que diz- “Você já é espiritual, tem apenas que tomar consciência disso.” Assim, tenho que descobrir como: se através da devoção, ou através do entendimento racional, ou por meio da ação desinteressada ou pelo caminho da meditação. São estas as formas de compreender o problema. Seja qual for a qualidade de energia que eu possuo, a energia da ação, a energia da emoção, do discernimento ou da meditação, por qualquer destes tipos de energia posso me desenvolver até um nível em que alcance o supra-consciente. Porém, não há propriamente divisões entre os níveis, a vida comum não é inútil e apenas a vida supra-consciente seja útil.
Eu preciso entender como a Vedanta procura explicar que minha natureza básica é espiritual, que nasci espiritual e jamais poderei livrar-me de minha espiritualidade. A única questão é: - Eu desconheço isso!
Assim, esta ignorância, este desconhecimento, tem que ser removido. Como? Bem... há muitos modos!
O homem tem sempre se perguntado: - porque sofro? Ë o problema básico da humanidade. Em resposta, as religiões antigas dão a interpretação de que o homem teria agido mal, algo como “pecado original”, que é muito difícil de entender, portanto, não me peçam para explicar... Depois,simplificaram o problema dizendo: “Eu conheço a Verdade, vou explicar um caminho, você o segue e isto é tudo!”
Bom, não estamos hoje propensos a aceitar isso. Sendo assim, o uso da razão é muito necessário para o devido entendimento. Mas, se de novo começarmos a dizer – Oh, isto é muito difícil, não tenho tempo nem energia para compreender! , a autoridade aparecerá outra vez, pois sempre há quem esteja pronto para reinterpretar estes ensinamentos para nós, em troca de dinheiro.
Os princípios básicos não são difíceis de entender. Quais são estes princípios básicos?
O princípio básico, de acordo com a Vedanta, é: - "A divindade está dentro de mim! Eu sou divino por natureza!"
A pergunta que se segue é: - Porque não tenho consciência disso?Muito simples de explicar: - Eu ainda não conheço tudo que está envolvido nisso, estou aprendendo!
Agora entra em cena a questão de evolução. Que vem a ser “evoluir”?
Até a completa evolução do corpo e da mente humanas, o mais importante era o desenvolvimento das espécies. Agora, como conseqüência, é necessário que o próprio indivíduo tome a responsabilidade de evoluir conscientemente. Para tanto, um sistema sensível já nos foi dado, temos que usá-lo.
Assim, o raciocínio, como atributo intelectual, tem sido muito valorizado em cada esfera da vida. De modo correspondente, se não for praticado também na vida espiritual haverá enorme desequilíbrio.
Trecho de uma palestra dada no Brasil, em 1996, pela monja hindú sra. Vivekaprana, do mosteiro Sri Sarada Math, Índia.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
A beleza de simplesmente "existir"...uma meditação!
Encontre o "portão estreito" que conduz à Vida! Ele tem sido chamado de 'Agora'. Restrinja sua vida a este exato momento. (...) Quando estamos cheios de problemas, não há espaço para nada 'novo' entrar, nenhuma solução. Portanto, sempre que possa, crie algum espaço de modo a encontrar Presença sob o disfarce de sua situação de vida!
Utilize seus sentidos plenamente, esteja onde estiver. Olhe em volta, apenas 'olhe', não interprete. Veja as luzes, as formas, as cores e as texturas. Esteja consciente da presença silenciosa de cada objeto, esteja consciente do espaço que permite a cada coisa existir. Ouça os sons, não os julgue. Perceba o silêncio por trás dos sons. Toque em algo, sinta e reconheça o Ser alí dentro. Observe o ritmo de sua respiração, sinta o ar fluindo para dentro e para fora. Sinta a energia vital dentro de seu corpo. Permita que as coisas aconteçam, no interior e no exterior. Deixe que todas as coisas 'sejam', mova-se profundamente para dentro do Agora!
Você está deixando para trás o agonizante mundo do 'calculismo' e da 'durabilidade'. Está se libertando da mente doentia que suga sua energia vital, do mesmo modo que, lentamente, está envenenando e destruindo a Terra. Você está acordando do sonho do 'tempo' e ingressando no Presente!
Trecho do livro "O Poder do Agora", by Eckhart Tolle.
Utilize seus sentidos plenamente, esteja onde estiver. Olhe em volta, apenas 'olhe', não interprete. Veja as luzes, as formas, as cores e as texturas. Esteja consciente da presença silenciosa de cada objeto, esteja consciente do espaço que permite a cada coisa existir. Ouça os sons, não os julgue. Perceba o silêncio por trás dos sons. Toque em algo, sinta e reconheça o Ser alí dentro. Observe o ritmo de sua respiração, sinta o ar fluindo para dentro e para fora. Sinta a energia vital dentro de seu corpo. Permita que as coisas aconteçam, no interior e no exterior. Deixe que todas as coisas 'sejam', mova-se profundamente para dentro do Agora!
Você está deixando para trás o agonizante mundo do 'calculismo' e da 'durabilidade'. Está se libertando da mente doentia que suga sua energia vital, do mesmo modo que, lentamente, está envenenando e destruindo a Terra. Você está acordando do sonho do 'tempo' e ingressando no Presente!
Trecho do livro "O Poder do Agora", by Eckhart Tolle.
domingo, 29 de agosto de 2010
"Acendendo a lâmpada do Conhecimento"
Temos aqui mais uma pérola do pensamento de Sri Ramakrishna: como acender a lâmpada do Conhecimento Espiritual. Sim, o conhecimento das coisas práticas é uma parte inicial: são os conceitos, são as medidas, as percentagens, o que foi ganho e o que foi perdido. Mas, agora, para conhecer a nós mesmos, temos que abandonar estas margens aparentemente seguras e mergulhar fundo nas águas da Realidade não-conceitual.Sri Ramakrishna costumava dizer: “Este altar do corpo não deve ficar na escuridão; deve-se iluminá-lo com o lampião da Sabedoria.” O corpo humano é o mais santo de todos os templos. Swami Vivekananda dizia que os templos eram erguidos para homenagear os deuses, porém, que havia um melhor templo- o próprio homem. Ele é o Taj Mahal. Este templo não deveria ser deixado em sombras; uma lâmpada deve ser ali mantida acesa. Esta lâmpada é a luz do Conhecimento. Ramakrishna também dizia: “Uma casa sem luz indica pobreza”. E ainda mais: “Um sinal da mansão de um homem nobre, é que todas as dependências se encontram iluminadas. O pobre não dispõe de muito óleo, e, consequentemente, não pode acender tantos lampiões.”
Do mesmo modo, se a lâmpada do Conhecimento não iluminar o templo do corpo, essa pessoa é realmente pobre. Pode ter fortuna e influência, mas sem conhecimento, estará empobrecida. Sua “casa” se acha na escuridão, e sua vida é um fracasso. “Deve-se acender a lâmpada do Conhecimento no altar do coração!” O propósito da vida humana é acender esta lâmpada do Conhecimento, realizar a Deus. (...)
Tal conhecimento é signo de alguém verdadeiramente rico. Quando contemplamos uma pessoa assim, compreendemos que Deus reside em seu coração. Ela vive em grande júbilo, transmitindo sua alegria aos demais. (...) Sri Ramakrishna ainda afirmava: "Cada lar possui uma conexão para gás, que pode ser obtido dos tanques de armazenamento da Companhia de Gás. Solicite à Companhia que tudo será arranjado para seu suprimento de gás. Assim, sua casa será iluminada.”
Quando a lamparina do Conhecimento for acesa, Deus será manifestado no templo do corpo. Presentemente, sob o domínio dos sentidos e da mente, nos consideramos fracos e pobres. Mas, em realidade, estamos acima do corpo, da mente e dos sentidos. Nenhum poder do Universo é maior do que nós somos!
Há dois modos de alcançar isto; um é o modo dos devotos. O devoto se considera uma criança de Deus, ou um Seu servidor. Dessa maneira, fica intimamente relacionado a Ele, e, como resultado, torna-se também vasto e ilimitado. Deus é sem limites: ao nos tornarmos intimamente associados a Ele, também nos tornamos ilimitados. Mas, é preciso ter cuidado, pois, se pensarmos: “Eu estou a ganhar muito dinheiro”, ou, “Eu estou muito famoso”, ou ainda, “Alcancei grande reputação”, de imediato nos tornaremos de novo pequenos. Afundamos, outra vez, em nosso minúsculo eu. O outro modo é o dos jnanis. O jnani afirma: “Eu mesmo sou Deus. Eu sou Brahman”. Swami Vivekananda declarou: “Ou você diz- eu sou tudo!, ou diz- Tu és tudo! Devotos do Senhor dizem:- Tu és tudo que há!; os jnanis dizem- Eu sou tudo que há! Eles compreendem que tudo é Brahman, e, portanto, eles próprios também são Brahman.
Esta é nossa verdadeira identidade, nosso mais básico relacionamento. Mantemos tantos relacionamentos no mundo, esquecendo, porém, aquele, de fato, mais importante, o relacionamento que nos confere nossa verdadeira identidade. Por causa disso sofremos, e também causamos sofrimento aos demais. Nossa miséria vem do esquecimento de nossa real identidade. Sri Ramakrishna afirmava que o propósito da vida é nos tornarmos estáveis neste relacionamento.
Trecho do livro "The Way to God...", do Swami Lokeswarananda, Institute of Culture, Índia.
Para conhecer mais sobre Sri Ramakrishna, procure em http://www.vedanta.org.br/
Do mesmo modo, se a lâmpada do Conhecimento não iluminar o templo do corpo, essa pessoa é realmente pobre. Pode ter fortuna e influência, mas sem conhecimento, estará empobrecida. Sua “casa” se acha na escuridão, e sua vida é um fracasso. “Deve-se acender a lâmpada do Conhecimento no altar do coração!” O propósito da vida humana é acender esta lâmpada do Conhecimento, realizar a Deus. (...)
Tal conhecimento é signo de alguém verdadeiramente rico. Quando contemplamos uma pessoa assim, compreendemos que Deus reside em seu coração. Ela vive em grande júbilo, transmitindo sua alegria aos demais. (...) Sri Ramakrishna ainda afirmava: "Cada lar possui uma conexão para gás, que pode ser obtido dos tanques de armazenamento da Companhia de Gás. Solicite à Companhia que tudo será arranjado para seu suprimento de gás. Assim, sua casa será iluminada.”
Quando a lamparina do Conhecimento for acesa, Deus será manifestado no templo do corpo. Presentemente, sob o domínio dos sentidos e da mente, nos consideramos fracos e pobres. Mas, em realidade, estamos acima do corpo, da mente e dos sentidos. Nenhum poder do Universo é maior do que nós somos!
Há dois modos de alcançar isto; um é o modo dos devotos. O devoto se considera uma criança de Deus, ou um Seu servidor. Dessa maneira, fica intimamente relacionado a Ele, e, como resultado, torna-se também vasto e ilimitado. Deus é sem limites: ao nos tornarmos intimamente associados a Ele, também nos tornamos ilimitados. Mas, é preciso ter cuidado, pois, se pensarmos: “Eu estou a ganhar muito dinheiro”, ou, “Eu estou muito famoso”, ou ainda, “Alcancei grande reputação”, de imediato nos tornaremos de novo pequenos. Afundamos, outra vez, em nosso minúsculo eu. O outro modo é o dos jnanis. O jnani afirma: “Eu mesmo sou Deus. Eu sou Brahman”. Swami Vivekananda declarou: “Ou você diz- eu sou tudo!, ou diz- Tu és tudo! Devotos do Senhor dizem:- Tu és tudo que há!; os jnanis dizem- Eu sou tudo que há! Eles compreendem que tudo é Brahman, e, portanto, eles próprios também são Brahman.
Esta é nossa verdadeira identidade, nosso mais básico relacionamento. Mantemos tantos relacionamentos no mundo, esquecendo, porém, aquele, de fato, mais importante, o relacionamento que nos confere nossa verdadeira identidade. Por causa disso sofremos, e também causamos sofrimento aos demais. Nossa miséria vem do esquecimento de nossa real identidade. Sri Ramakrishna afirmava que o propósito da vida é nos tornarmos estáveis neste relacionamento.
Trecho do livro "The Way to God...", do Swami Lokeswarananda, Institute of Culture, Índia.
Para conhecer mais sobre Sri Ramakrishna, procure em http://www.vedanta.org.br/
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
As Pérolas de Sri Ramana Maharshi
Pergunta: "Senhor, como podemos restringir a mente?"Sri Ramana: "Será que um ladrão vai denunciar outro ladrão? Será que a mente vai controlar a si mesma?
A mente não pode 'procurar' pela mente! Você tem ignorado aquilo que é real e se preocupa com a mente, que é irreal, tentando até saber o que ela é! Durante seu sono, a mente estava presente? Não estava, mas agora está aqui. Ela é, portanto, impermanente! Como você pode encontrar a mente? A mente não é você, embora você pense que é, e assim segue perguntando como pode restringí-la. Se ela é real, pode ser controlada, mas não é! Compreenda esta verdade por sua própria investigação. Descobrirá que buscar o impermanente é inútil - portanto, busque a Realidade, ou seja, o Atman.
Esta é a maneira como a mente pode ser restringida!
Das "Conversações com Sri Ramana Maharshi".
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OM Namah Shivaia - encontro Oriente e Ocidente
Meditação em Yoga: Em yoga Clássica, a yoga de Patanjali, ciência que demonstra a potencialidade possível ao homem, há oito passos a completar, envolvendo disciplinas tanto físicas qto. mentais. Na 1ª destas etapas, se acham disciplinas relativas à autoeducação, ou auto-controle, tais como: não violência (ahimsa), veracidade (satyagraha), continência (brahmacharya), etc. Na etapa seguinte, dita das 'observâncias', estão a prática de pureza, contentamento, esforço sobre si mesmo, estudo e consagração ao Ideal.
O 3° passo, ou 3ª pétala da Flor de Yoga, trata das posturas ou âsanas, ou seja, os modelos gestuais recomendados aos que aspiram algum domínio sobre seu corpo. A quarta etapa é dos 'pranayamas', isto é, as disciplinas necessárias ao controle da energia através da respiração. Pratyahara é a etapa em que se aprende a controlar os sentidos. Dhârana, a 6ª etapa, se ensina a concentração da atenção. O sétimo passo, denominado Dhyâna, se refere às tecnicas de introspecção ou de meditação, e o último degráu chama-se Samadhi, ou completa absorção no Ideal Espiritual.
Este é o caminho de Yoga, relevante símbolo atual do encontro entre Ocidente e Oriente.
Para ler todo o texto, click acima das postagens em 'Meditação em Yoga'.
