sexta-feira, 22 de abril de 2011

Meditações Metafísicas de Sri Paramahansa Yogananda (II)

1. Com Sorrisos Luminosos:
Vamos acender a chama dos sorrisos e assim aquele véu de tristezas desaparecerá. Vou sustentar minha alma nesta luz de meus sorrisos, oculta atrás da escuridão acumulada por tanto tempo. Ao encontrar-me, levarei a todos corações a tocha de sorrisos de minha alma. Primeiro, meu coração sorrirá, então meus olhos, logo meu rosto. Todas as partes de meu corpo brilharão com a luz de meus sorrisos.
Vou correr por entre os arbustos de corações melancólicos e fazer um fogaréu com toda dor, pois Eu Sou o irresistível fogo do sorrir. Com a brisa da alegria de Deus vou envolver-me e abrir caminho por entre a escuridão de tantas mentes. Meu sorriso vai espalhar Sua alegria e quem quer me encontre receberá um bafejo de minha divina satisfação.

No contentamento de tantos corações, ouço o ecoar de Teu contentamento. Na amizade de tantos corações verdadeiros, descubro Tua amizade. Regozijo-me tanto com a prosperidade de meus irmãos, quanto com minha própria prosperidade. Auxiliando os demais a serem sábios, aumento minha própria sabedoria. Na felicidade dos outros, encontro minha própria felicidade.

2. Espalhando Divina Alegria:
Principiando com o raiar da aurora todo dia, vou irradiar alegria a todos que encontrar. Serei como um sol mental para aqueles que meu caminho cruzarem. Vou queimar incensos perfumosos no colo dos entristecidos. Diante da infalível luz de minha alegria, a escuridão se desvanecerá!
Que meu amor espalhe seu riso em todo coração, em cada pessoa de qualquer raça. Que meu amor descanse no coração das flores, também em cada animal e na poeira das estrelas!
Que minha alma sorria através de meu coração e que meu coração sorria através de meus olhos, de maneira que eu possa espalhar Tua rica alegria em tantos corações tristes.

3. A Curativa Luz de Deus:
Tua luz perfeita está divinamente presente em todas as partes de meu corpo. Aonde quer que esta luz curativa se manifeste, lá está a perfeição. Sinto-me muito bem, pois a perfeição de Deus está comigo!
Tua luz curativa esteve sempre comigo, à minha volta, porém mantive os olhos de minha percepção interior fechados, sem poder presenciar Tua transmutadora luz. Agora, vou megulhar a mirada de minha fé pela janela do olho espiritual e batisar todo meu corpo na luz curativa da Consciência Crística. 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sri Ramakrishna: Luxo e luxúria ou o Azeite do Divino Amor?

Sri Ramakrishna: “Um homem não consegue renunciar às ações enquanto deseja desfrutar dos prazeres mundanos. Enquanto acalenta o desejo por prazer, ele realiza algum tipo de ação. Medite no seguinte exemplo:
Um pássaro pousou, inadvertidamente, no mastro de um barco ancorado no Ganges. Porém, com vagar, o barco abriu velas rumo ao oceano. Quando o pássaro recobrou seus sentidos, não viu margens em nenhuma rota. Alçou vôo em direção ao norte esperando encontrar terra, mas, mesmo indo muito longe, conseguiu apenas cansar-se, não encontrando nada. Que poderia fazer? Retornou ao barco e sentou-se no alto do mastro. Passado algum tempo, voou novamente, desta vez em direção leste. Nenhuma terra encontrou também deste lado: por toda parte viu somente um oceano sem fim. Muito cansado, de novo retornou ao barco pousando no mastro. Após descansar por longo tempo, dirigiu-se para o sul e depois para oeste. Quando não encontrou sinal de terra em nenhuma direção, voltou ao barco e se estabeleceu no mastro. Dali não saiu novamente, assim permanecendo sem voltar a fazer qualquer esforço. Não se sentia mais inquieto ou preocupado. Estando livre de problemas, não fez nenhum esforço a mais!”
“As pessoas do mundo vagueiam pelos quatro cantos da terra em busca de felicidade. Não a encontram em nenhuma parte, conseguindo somente ficar exaustos e enfastiados. Quando, devido ao seu apego à ‘luxúria e cobiça’, colhem apenas miséria, sentem urgência por desprendimento e renúncia. Porém, o que há para desfrutar no mundo? ‘Luxo e luxúria’? São prazeres momentâneos, em um minuto ali estão e na seqüência desaparecem! O mundo é como um céu carregado, de onde chove torrencialmente, a face do sol dificilmente é vista. Há mais sofrimento que outra coisa no mundo.”

Se você entra no mundo sem primeiro cultivar o amor a Deus, vai se emaranhando cada vez mais. Até ser sobrepujado por seus perigos, seus lamentos, suas dores. E quanto mais pensar nas coisas do mundo, mais ficará aderido a elas!

Antes de qualquer coisa, passe óleo em suas mãos, só depois abra a fruta da jaca, do contrário ficarão grudentas devido ao suco pegajoso. Primeiro proteja-se com o azeite do Divino amor, só então se disponha aos deveres no mundo. Mas, para alcançar este divino amor deve-se buscar solidão. Para retirar a manteiga do leite, este deve ser deixado num local tranqüilo para que se torne coalhada: se a vasilha for muito mexida, o leite não ficará coalhado. Portanto, deixe seus outros deveres de lado, sente-se num lugar sossegado e bata a coalhada. Só assim terá manteiga!
Mais ainda, por meditar em Deus em solidão a mente adquire conhecimento, devoção e se torna imparcial. Porém, a mesma mente, se colocada no mundo, perde sua rica aquisição.

Não se consegue um real sentimento de Deus do estudo em livros. Este sentimento é algo muito distinto de aprender por ler. Livros, escrituras e ciência se parecem a pó e palha depois da realização de Deus.
A única coisa necessária é ser apresentado ao senhor da casa. Porque ficar ansioso em saber, por antecipação, quantos jardins e casas, quantas apólices do governo o dono da casa possui? Os criados não lhe permitirão nem mesmo se aproximar, que dirá  lhe adiantar sobre os investimentos de seu amo. Desse modo, de uma maneira ou de outra, torne-se conhecido do dono, mesmo que tenha de saltar sobre uma cerca e levar um empurrão dos empregados. Então, o próprio dono da casa irá lhe relatar sobre suas casas e jardins e seus investimentos. E, o que é melhor, os criados e o porteiro o saudarão ao saberem que já é conhecido de seu senhor.

“Enquanto o homem pensar que Deus se encontra ‘alhures’, ele é ignorante. Porém, ele alcança Conhecimento quando sente que Deus está é ‘aqui’!” Pense no seguinte exemplo:

Um homem desejava fumar. Dirigiu-se a casa vizinha para acender seu cigarro. Era tarde da noite e todos estavam dormindo. Depois de muito bater, alguém apareceu à porta. Ao ver o outro, perguntou: ‘Olá, o que está acontecendo?’ O outro lhe respondeu: ‘Não pode adivinhar? Você sabe quanto gosto de fumar. Vim aqui a fim de acender meu cigarro!’ Então, lhe respondeu o dono da casa: ‘Há, há, há... você é ótimo, vizinho. Deu-se ao trabalho de vir até aqui a estas horas, bater à porta, sem perceber que carrega uma vela acesa em sua mão!”
O que a pessoa tanto procura se acha muito próximo dela. Ainda assim, vagueia de um lugar a outro buscando!
Fonte: "Sri Sri Ramakrishna Kathamrita", por M., ou pelo site http://www.vedanta.org.br/

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Vazio do Coração, segundo Osho...

"O senso comum possui fragmentos de verdade. Ele sabe que pessoas compassivas, bondosas, possuem certa sabedoria, que não é conhecimento, uma certa visão, uma certa intuição que não pode ser ensinada. Elas podem ver coisas ou sentir coisas. São sensitivas a algo que não está disponível à mente. Desse modo, começa-se a pensar que há possibilidades do coração possuir sabedoria. Porém, elas não sabem que o 'coração' significa 'o vazio', e que é a partir desta vacuidade que uma lucidez surge, e isto sim é sabedoria! Para que fique mais claro deve ser dito 'a sabedoria do coração desocupado!'
O coração, como os fisiologistas conhecem, é somente um sistema de bombear sangue. Dos batimentos cardíacos nenhuma sabedoria surge. Assim, não é a este 'coração' que nos referimos quando falamos em 'vazio do coração'. Na verdade, falamos em descartar todo o conteúdo da mente. Então, a não-mente mesmo se tornará seu coração. Não é algo psicológico, é a própria não-mente sem conteúdo acumulado, sem preconceitos. Apenas pureza, simples silêncio... ela pode ser chamada de 'coração vazio'! (...)
Quando em meditação profunda, você sente grande serenidade, uma alegria desconhecida até então, uma lucidez que é como uma nova personagem! Logo, esta CONSCIÊNCIA se tornará o Anfitrião. Neste dia, tornandose o Anfitrião, a Consciência permanecerá com você nas 24hrs. E a partir de então, o que você fizer, demonstrará clareza, pureza, espontaneidade e graça!"
Fonte: "Osho on Budhism".

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Buddhi ou faculdade discriminativa, segundo a Vedanta

"Ao estudarmos os Upanishad nos deparamos com o magnífico quadro da charrete ou carro de guerra. A vida humana é uma viagem rumo à Realização! Há dois tipos de viagem: a exterior, na qual o corpo é a charrete, os órgãos dos sentidos são os cavalos, a mente é as rédeas e o charreteiro ou condutor é Buddhi.
Dentro da charrete está o Eu Superior, o mestre da condução. Porém, no contexto desta mesma viagem, há a "viagem interior" e é ela que conduz ao caráter e aos estados espirituais elevados. Nesta imagem da charrete, o condutor é buddhi, a faculdade discriminativa ou capacidade de escolher. Buddhi dirige todo o movimento dos órgãos dos sentidos, que são os cavalos. Estes devem ser controlados pelas rédeas, e estas rédeas devem estar nas mãos de alguém, e este alguém é buddhi. Assim, buddhi é o controlador e diretor de toda a viagem. Ele estabelece o ritmo da jornada, e é ele, e não os cavalos, que pode ver bem mais à frente! O sistema sensorial não possui esta visão, o siostema psíquico vê um pouco mais longe, mas quando você conhece buddhi, você obtém a mais ampla visão! Isto se chama sabedoria!
Buddhi é um instrumento único para dirigir a vida humana e levá-la a seu destino. Sendo assim, não permita que sua viagem seja direcionada pela charrete, ou pelos cavalos, ou pelas rédeas. Do mesmo modo no sistema humano, não deixe que o corpo decida o propósito de sua vida. Nem mesmo o sistema sensorial, tampouco o psíquico, mas permita ao buddhi decidir o curso da jornada de sua vida! Esta faculdade de discernir em você, está bem próxima do Atman, o Ser Divino em todos. Em buddhi, temos apenas de nos voltar e então contemplar aquele que é o propósito de nossa existência!"
Fonte: "Universal Message of the Bhagavad-Gitâ", by Swami Ranganathananda, volume I, Advaita Ashrama, Calcutá - Índia.

segunda-feira, 28 de março de 2011

As metáforas que Sri Ramakrishna usava para ensinar...

Sri Ramakrishna costumava dizer: "A pessoa necessita intenso anelo para realizar a Deus!" Nesse sentido, costumava contar uma estória: "Certo aspirante espiritual perguntou a seu guru como era possível realizar a Deus. O guru, sem responder, levou o discípulo até um tanque próximo, e lá, segurando-o, manteve seu corpo submerso. Passado algum tempo, quando o discípulo já não aguentava mais, puxou-o para fora d'água e perguntou: 'Como foi que se sentiu debaixo d'água?' 'Ah, eu estava desmaiando por um pouco de ar!', ele respondeu. 'Quando você se sentir assim por Deus, é certo que irá realizá-lo!"

Uma vez alguém lhe perguntou: “Senhor, o que é um Guru?”, ao que Sri Ramakrishna respondeu: “Ele é como um casamenteiro. O casamenteiro faz arranjos para a união de um amante com sua amada. Do mesmo modo, um guru faz arranjos para o encontro entre a alma individual e seu amado, o Divino Espírito.”
  
Duas situações provocam o riso de Deus. Ele ri quando dois irmãos, ao dividirem um pedaço de terra entre si, estendem uma corda de um lado ao outro, dizendo: ‘Este lado me pertence e o outro lado te pertence !’  Deus sorri e diz consigo mesmo: ‘Todo o universo pertence a Mim, e eles, por causa de um pequeno lote, declaram: Oh, este lado é meu e aquele é teu!’  Deus ri também quando o médico afirma à mãe chorosa, que vê seu filho entre a vida e a morte: ‘Não tenha medo, mãe, eu vou curar seu filho!’ O doutor não compreende que ninguém pode curar uma criança que Deus não deseja salvar!  

"Deus e Sua glória. Este universo é sua glória. As pessoas ao verem Sua glória, esquecem-se de tudo mais. Não querem a Deus cuja glória é o mundo. Todos querem desfrutar de ‘luxo e luxúria’, mas há muita miséria e preocupação nisso. Este mundo é como o torvelinho de um rio, se um bote entra ali não há esperança de resgate! Também pode ser comparado a um arbusto espinhoso; alguém com dificuldade se livra de um maço de espinhos, mas logo está emaranhado por outros. Uma vez dentro de um labirinto, vê-se quão difícil é sair dele. Ao viver no mundo fica-se flambado, como se fosse.’

“Escute. Se um homem crê, verdadeiramente, que  somente Deus faz tudo, que Ele é o Operador e o homem a máquina, então um homem assim é, certamente, liberado em vida. Deus faz seu trabalho, mas as pessoas dizem que são elas! Sabe como? A filosofia Vedanta dá um exemplo: suponhamos que a cozinheira colocou arroz em uma panela, e mais batatas, beringelas e outros legumes para cozinhar. Depois de certo tempo, o arroz, as batatas e o restante começam a saltar dentro da panela, e parecem dizer com orgulho: ‘Estamos pulando, estamos pulando!’ As crianças, ao ver isso, pensam que as batatas, as verduras e o arroz estão vivos, portanto pulam. Os mais velhos, porém, que conhecem a situação, explicam a elas que os legumes e o arroz não estão vivos, não saltam por si mesmos e sim por causa do fogo que está debaixo da panela. Se a madeira que produz o fogo for retirada, não mais se moverão! Do mesmo modo, o orgulho do homem de que é o ‘fazedor’ surge de sua ignorância. Os homens são poderosos devido ao poder de Deus. Tudo se aquieta quando aquela madeira em chamas é retirada. As marionetes dançam alegremente no palco ao serem manejadas com um arame, mas, se este escapar, elas ficam imóveis.
Fonte: "Ramakrishna as we saw Him", by Swami Chetanananda, Vedanta Society of St. Louis

sexta-feira, 25 de março de 2011

Tornando-me o Observador da mente, segundo Eckhart Tolle

Quando nos identificamos com a mente, criamos uma tela opaca de conceitos, rótulos, imagens, palavras, julgamentos e definições, que bloqueia todas as relações verdadeiras. Essa tela se situa entre você e seu Eu Interior, entre você e o próximo, entre você e a natureza, entre você e a Verdade. É essa tela de pensamentos que cria uma ilusão de separação, de que existe você e alguém mais, totalmente à parte. Esquecemos o fato essencial de que, por baixo das aparências físicas, formamos uma unidade com tudo aquilo que existe. (...) Pensar se tornou uma doença. A doença acontece quando as coisas se desequilibram. Por exemplo, não há nada errado com a divisão e multiplicação das células no corpo humano. Mas, quando isso acontece sem levar em conta o organismo como um todo, as células se proliferam e temos a doença.
Se for usada corretamente, a mente é um instrumento magnífico. Entretanto, quando usada de forma errada, ela se torna destrutiva. Para ser bem preciso, não é você que usa sua mente de forma errada. Em geral, você simplesmente não usa a mente. É ela que usa você! Essa é a doença. Você acredita ser sua mente, eis aí o delírio! O instrumento se apossou de você! Só porque podemos resolver 'palavras cruzadas' ou construir uma bomba atômica, não significa que sabemos usar a mente. Assim como os cães adoram mastigar ossos, a mente adora transformar dificuldades em problemas. É por isso que se dedica às palavras cruzadas e às bombas! Mas, isso não interessa ao Ser. Faço, então, uma pergunta: você consegue se livrar da mente quando quer, achou o botão de 'desligar'?
Do livro "O Poder do Agora", de Eckhart Tolle, edt. Sextante.

segunda-feira, 14 de março de 2011

As Diferentes Formas de Realizar a Deus, de acordo a Sri Ramakrishna

Sri Ramakrishna: “Seriamente e com sinceridade, Deus pode ser realizado através de todas as religiões. Certas pessoas se permitem discutir à respeito, dizendo: ‘Nada pode ser feito fora da adoração de Kali’, ou ‘Não há salvação exceto aceitando a religião cristã’. Isto é puro dogmatismo! O dogmático afirma -‘Minha religião, apenas, é verdadeira, todas as outras são falsas!’ Esta é uma péssima atitude. Deus pode ser alcançado por diferentes caminhos.
Além disso, outros dizem que Deus possui forma e não é sem forma, e iniciam a discutir. Mas a verdade é que, só pode falar corretamente à respeito de Deus aquele que chegou a vê-lo. Este que, de fato, conhece a Deus, sabe perfeitamente que Deus é tanto com forma, quanto sem forma. Ele possui inúmeros outros aspectos que não se pode descrever.
Certa vez, alguns homens cegos, por obra do acaso, vieram conhecer um animal que alguém lhes dissera chamar-se ‘elefante’. Então, foi-lhes perguntado ao que um elefante se parecia. Cada um deles, assim, começou a tatear o corpo do elefante. Um deles logo afirmou que o elefante era como um pilar; ele havia tocado apenas sua perna. Outro disse que era um grande abanador, pois tocara sua grande orelha. Desse modo, os outros havendo tocado ou sua cauda ou sua barriga, deram suas diferentes versões do elefante. Da mesma maneira, alguém que tenha visto apenas um dos aspectos de Deus, limita Deus àquela visão. É sua convicção de que Deus não pode ser outra coisa mais.”
“Como se pode afirmar que a única verdade sobre Deus é que ele possui forma? Não há dúvida de que Deus vem ao mundo em uma forma humana, como no caso de Krishna. Também é verdade que Deus se revela a Seus devotos em inúmeras formas. Porém, o modo sem forma de Deus também é possível, Ele é o Indivisível Sat-Chit-Ananda como Existência, Conhecimento e Alegria Infinitas. Satchidananda é como um oceano infinito: um intenso frio congela a água da superfície, que flutua no oceano em grandes blocos com formatos variados. De modo semelhante, por meio da suave influência de bhakti, as formas de Deus podem ser vistas à superfície do Oceano do Absoluto. Estas ‘formas’ são próprias aos bhaktas, os amantes de Deus. Mas, quando o Sol do Conhecimento se levanta, o gelo se derrete e se torna água de novo, como antes. Água em cima, água em baixo, por todo lado somente água! Pode ser dito, contudo, que para certos devotos Deus assume formas eternas. Há locais no oceano onde os blocos de gelo não se derretem jamais, assumindo a forma do quartzo.”
Fonte: "Sri Sri Ramakrishna Kathamrita", também dito "O Evangelho de Sri Ramakrishna", autor Mahendranath Gupta, ou pelo site http://www.vedanta.org.br/

OM Namah Shivaia - encontro Oriente e Ocidente



Meditação em Yoga: Em yoga Clássica, a yoga de Patanjali, ciência que demonstra a potencialidade possível ao homem, há oito passos a completar, envolvendo disciplinas tanto físicas qto. mentais. Na 1ª destas etapas, se acham disciplinas relativas à autoeducação, ou auto-controle, tais como: não violência (ahimsa), veracidade (satyagraha), continência (brahmacharya), etc. Na etapa seguinte, dita das 'observâncias', estão a prática de pureza, contentamento, esforço sobre si mesmo, estudo e consagração ao Ideal.

O 3° passo, ou 3ª pétala da Flor de Yoga, trata das posturas ou âsanas, ou seja, os modelos gestuais recomendados aos que aspiram algum domínio sobre seu corpo. A quarta etapa é dos 'pranayamas', isto é, as disciplinas necessárias ao controle da energia através da respiração. Pratyahara é a etapa em que se aprende a controlar os sentidos. Dhârana, a 6ª etapa, se ensina a concentração da atenção. O sétimo passo, denominado Dhyâna, se refere às tecnicas de introspecção ou de meditação, e o último degráu chama-se Samadhi, ou completa absorção no Ideal Espiritual.

Este é o caminho de Yoga, relevante símbolo atual do encontro entre Ocidente e Oriente.

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