sexta-feira, 30 de outubro de 2015

The Witness Atitude is Also faith...

The witness attitude is also faith; it is faith in oneself.
You believe that you are not what you experience, and you look at everything as from a distance.
There is no effort in witnessing. You understand that you are the witness only, and the understanding acts. You need nothing more, just remember that you are the witness only.
If in the state of witnessing you ask yourself 'Who am I?', the answer comes at once, though it is wordless and silent. Cease to be the object and become the subject of all that happens; once having turned within, you will find yourself beyond the subject.
When you have found yourself, you will find that you are also beyond the object, that both the subject and the object exist in you, but you are neither.
Nisargadatta, I AM THAT ch. 64

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Um roteiro de meditação: o Eu Supremo é pura Consciência

“A Única Fonte de Tudo”, meditação conduzida por Swami Satprakashananda

            Vamos relaxar o corpo e a mente, reunir nossos pensamentos e meditar no Divino Ser na profundeza do coração. Pense no Eu Supremo como a única fonte de toda vida, de toda força, de toda sabedoria, de todo amor e de toda alegria. Ele é aquele Adorável Ser, que parece estar muito distante de nós, mas, em realidade, é o mais próximo dos próximos. Ele é o Eu mais íntimo de todo ser humano. É a Alma de todas as almas. Para conhecê-lO, não temos de ir a parte alguma. Podemos encontrá-lO no fundo do coração através da contínua meditação.
            Seja qual for nosso poder, seja qual for nossa alegria, seja qual for nossa sabedoria, tudo teve origem nEle. Aparentemente, conseguimos satisfação de vários objetos. Aparentemente, recebemos forças de muitas fontes, porém, Ele é a única fonte de todo prazer e de toda força. Toda expressão de alegria vem dEle. Toda expressão de poder vem dEle. Mas, não pensamos na fonte! A água que vem da torneira não procede da torneira, mas, sim, da fonte à distância. De modo semelhante, todas as satisfações têm uma exclusiva causa, e esta causa é o Ser Supremo.
            O Eu Supremo é o Ser Supremo, Ele é a entidade toda penetrante, a mais íntima essência de tudo que existe. Ele é a Realidade subjacente que faz com que tudo nos pareça real. Nosso poder é limitado e assim também nosso conhecimento e nossa felicidade, porque não nos voltamos àquela única fonte de poder, de saber e de felicidade. Vamos nos voltar para Aquela fonte.
            A fonte é a Alma de todas as almas. Volte seu olhar interior para o mais remoto recôndito da alma. Que encontrou lá? Lá está o espírito consciente, sempre radioso. Este Supremo Ser é pura consciência, o auto-luminoso espírito que tudo manifesta. É a luz do espírito que permite aos olhos ver, aos ouvidos ouvir, à mente pensar, sentir, conhecer. Este consciente espírito em toda criatura é a fonte de toda fortaleza, de todo prazer, de toda sabedoria. E, ao fundo deste espírito individual, está o Ser Supremo.
            Pense neste Ser Supremo, auto-luminoso, puro espírito, absoluta consciência. Medite nesta luz. É esta luz que traz pureza, que traz força, alegria e amor. Medite neste auto-efulgente espírito como seu mais íntimo ser.
            Por meio de profunda meditação, você se une a Ele, e, alcançando a única fonte de toda bem-aventurança, você se transforma. Desde aquela fonte, a pureza entra em sua mente, em seu corpo. Daquela fonte, o amor entra em seu coração. Daquela fonte, o contentamento vem para você e da mesma fonte toda sabedoria flui.
            Medite na luz do Espírito Supremo. Imagine que entrou naquela luz, que está inundado por ela e que está inteiramente transformado. Aí está todo o segredo da pureza, do amor verdadeiro, da verdadeira sabedoria – entrar em contato com a fonte. Como se pode fazer contato com a fonte? Voltando os pensamentos para Ele e meditando na fonte com toda fé e devoção. Medite profundamente nEle, até que realize sua unidade essencial com Ele.
(Mais em www.vedanta.org.br)
 OM Shanti  Shanti  Shanti

O Caso do Gênio da Lâmpada, como contado por Swami Vivekananda

No presente relato, Swami Vivekananda conta o caso de um homem que estando necessitado de dinheiro, conseguiu os serviços de um gênio maligno para que lhe satisfizesse todos os desejos. Porém, se este gênio não fosse mantido ocupado o tempo todo...bem, vejamos como segue a situação:

Um pobre homem desejando algum dinheiro, ouviu que, se fosse senhor de um Gênio, poderia fazê-lo trazer-lhe riqueza e o que mais quisesse; ficou assim muito ansioso para conseguir um deles. Saiu à procura de quem lhe pudesse satisfazer esta vontade, e, finalmente, encontrou um sábio com grandes poderes e a ele pediu ajuda. O sábio lhe perguntou o que faria com um gênio: “Quero que trabalhe para mim; ensine-me como encontrar um, senhor, pois desejo muito isso!” Mas, o sábio replicou: “Não se incomode com isso, volte para casa!” No dia seguinte, porém, o homem voltou e recomeçou a lamentar-se: “Consiga-me um Gênio, senhor, preciso de um para ajudar-me!” Afinal, bem desgostoso, o sábio lhe disse: “Tome este encantamento, repita esta palavra mágica e um fantasma aparecerá, e tudo que lhe pedir ele o fará! Mas, tome cuidado, pois eles são terríveis e devem ser mantidos continuamente ocupados. Se falhar em lhe dar trabalho, ele vai tirar sua vida!” O homem respondeu: “Ah, isso é fácil, posso lhe dar o que fazer pelo resto de sua vida!” Assim falando, dirigiu-se a uma floresta e depois de longa repetição da palavra mágica, um enorme fantasma apareceu: “Sou o que pediu. Sua mágica me conquistou, mas tem que me manter ocupado. No momento que falhar em me dar trabalho, vou matá-lo!” O homem, então, declarou: “Erga um palácio!”, ao que o fantasma disse: “Está feito, palácio construído!” “Traga-me dinheiro”, falou o tolo. “Aqui está”, respondeu o outro. “Ponha abaixo esta mata e construa uma cidade em seu lugar!” “Já está concluído”, rebateu o fantasma, “mais alguma coisa?” Neste instante, o homem começou a tremer e pensou que não tinha mais nada a comandar, o outro lhe concedia tudo no ato. O Gênio replicou: “Dê-me algo a fazer ou então vou devorá-lo!” Mas, o pobre tolo não encontrava mais nada para lhe pedir e estava aterrorizado. Saiu, então, em desabalada carreira até encontrar o sábio, a quem implorou: “Oh, senhor, proteja-me!” O sábio lhe perguntou o que estava acontecendo: “Nada mais tenho a pedir ao fantasma. Tudo que lhe comando, realiza em um instante e agora ameaça devorar-me se não lhe der algo a fazer!” Ao dizer isto, o fantasma surgiu dizendo logo: “Vou lhe engolir agora!” e o teria feito. O homem começou a tremer e pediu ao sábio que lhe salvasse. “Vou encontrar uma saída”, disse o sábio. “Vê aquele cão de cauda enrolada? Corte-lhe a cauda com sua espada e dê ao fantasma para que a endireite!” O homem cortou o rabo do cachorro e o deu ao outro dizendo: “Endireite isso para mim!” O fantasma, olhando aquilo, com cuidado e vagarosamente o estendeu, mas tão logo o soltava, o rabo instantaneamente se enrolava outra vez. Mais uma vez, laboriosamente o esticou, apenas para ver que, tão logo o soltava, se enrolava novamente. De novo, com paciência o esticava, mas logo que o libertava, se encolhia outra vez. Continuou assim por vários dias, até que, exausto, reconheceu: “Nunca antes em minha vida encontrei tal dificuldade. Sou um velho e veterano Gênio, mas nunca me achei em tal situação”. “Vamos fazer um acordo”, disse ao homem, “me liberte e deixarei que mantenha tudo que lhe dei, com a promessa de que não lhe molestarei mais!” O homem ficou muito satisfeito e aceitou a oferta com alegria.

Este mundo é como a cauda enrolada de um cachorro e as pessoas têm se esforçado para esticá-la por séculos, mas quando pensam que a tarefa terminou, ela já está encolhida novamente. E como poderia ser diferente? Primeiro se deve aprender como agir sem apego, então se deixará de ser teimoso. Quando sabemos que o mundo é como o rabo enrolado do cão e que nunca será endireitado, não nos tornaremos obstinados. 
Fonte: A obra Karma Yoga, de Swami Vivekananda 

A Chave para a Dimensão Espiritual, por Eckhart Tolle

"Há quem goste de se envolver em atividades perigosas, como escalar montanhas, corridas de automóvel, vôos de asa-delta, pela simples razão de que estas atividades as trazem ao Agora, livres do tempo, dos pensamentos e obrigações pessoais. Em tais casos, desviar a atenção do momento presente, por um segundo que seja, pode significar a morte! Todavia, passam a depender do perigo para ficarem neste estado.
Desde a antiguidade, mestres espirituais de todas as tradições, apontam o Agora como a chave para a dimensão espiritual. Mas, parece que isso permaneceu como algo hermético. Com certeza não é ensinado em igrejas nem templos. Se você vai a uma igreja, pode ouvir passagens como 'Não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois este cuidará de si mesmo', ou 'Ninguém que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o Reino de Deus!' A profundidade e real natureza destes ensinamentos não são reconhecidas. Ninguém percebe que os ensinamentos foram formulados para serem vividos, e assim, provocarem profunda transformação interior.
Toda a essência do Zen consiste em caminhar sobre o fio da navalha do Agora, em estar tão absolutamente presente que nenhum problema, nenhum sofrimento, nada que não seja quem somos em essência, possa permanecer em nós. No Agora, na ausência do tempo, todos os nossos problemas se dissolvem. O sofrimento precisa do tempo e não consegue sobreviver no Agora.
O grande mestre zen Rinzai, visando desviar a atenção de seus alunos do fator tempo, levantava o dedo com frequência e calmamente perguntava: 'O que está faltando neste exato momento?' Uma pergunta poderosa que não pode ser respondida no plano da mente. É formulada para conduzir uma atenção profunda ao Agora. Outra indagação muito usada nesta  tradição é: 'Se não é agora, então quando?'
Rumi, o grande poeta e mestre sufi, ensinava: 'Passado e futuro encobrem Deus de nosso olhar, ponha fogo em ambos!'
Fonte: "O Poder do Agora", edit. Sextante, 2002.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

"You Have to Come out of All Delusion"...by Sri Mooji

"I am opening the door to true understanding
and direct experience for you.
You have to come out of all delusion
and the biggest one is, 'I am the body and the person.
I am the 'thinker' of thoughts and the 'doer' of actions.
I am the giver and receiver.'
Such delusions must vanish altogether.
But we cannot somehow just snap the finger
and come out of delusion
- even if you say it is all you really, really want.
But you have said Yes to Truth even though, at
present, it is not firmly established inside your heart.
This Yes is opening doors
in the visible and invisible realms.
Something is being refined by Grace
in order that Truth gets established in the heart.
There is a space there, an unshared space.
Two kings cannot sit on one throne.
You don't have to be a perfect sage
but you have to want the Truth perfectly.
Something perfect and infinite is here,
and I cannot say what it is, for it is wordless."

terça-feira, 20 de outubro de 2015

The Incomparable Gift of Your Self

"You are Always Emptyness..."

"Pure joy is not a state.
It’s not, 'Wow, I am having a really good time.'
Good time, bad time—such times make no difference to the Self.
You don't know what good time and bad time is.
You only know the joy of the Supreme.
You are always empty.
Inside, outside: empty.
You don't know how to measure anything.
This emptiness is not a measure.
It’s just your joy—the joy that was there from before the beginning of this world.
And it is here during the great play of the world.
And after the show of the world is over, it will still be here.
Here inside your Heart you find it."
~ Mooji

OM Namah Shivaia - encontro Oriente e Ocidente



Meditação em Yoga: Em yoga Clássica, a yoga de Patanjali, ciência que demonstra a potencialidade possível ao homem, há oito passos a completar, envolvendo disciplinas tanto físicas qto. mentais. Na 1ª destas etapas, se acham disciplinas relativas à autoeducação, ou auto-controle, tais como: não violência (ahimsa), veracidade (satyagraha), continência (brahmacharya), etc. Na etapa seguinte, dita das 'observâncias', estão a prática de pureza, contentamento, esforço sobre si mesmo, estudo e consagração ao Ideal.

O 3° passo, ou 3ª pétala da Flor de Yoga, trata das posturas ou âsanas, ou seja, os modelos gestuais recomendados aos que aspiram algum domínio sobre seu corpo. A quarta etapa é dos 'pranayamas', isto é, as disciplinas necessárias ao controle da energia através da respiração. Pratyahara é a etapa em que se aprende a controlar os sentidos. Dhârana, a 6ª etapa, se ensina a concentração da atenção. O sétimo passo, denominado Dhyâna, se refere às tecnicas de introspecção ou de meditação, e o último degráu chama-se Samadhi, ou completa absorção no Ideal Espiritual.

Este é o caminho de Yoga, relevante símbolo atual do encontro entre Ocidente e Oriente.

Para ler todo o texto, click acima das postagens em 'Meditação em Yoga'.