sábado, 12 de dezembro de 2015

"All teachers Advise to Meditate..."

Questioner: All teachers advise to meditate. What is the purpose of meditation?
Maharaj: We know the outer world of sensations and actions, but of our inner world of thoughts and feelings we know very little.
The primary purpose of meditation is to become conscious of, and familiar with, our inner life.
The ultimate purpose is to reach the source of life and consciousness.
Incidentally practice of meditation affects deeply our character. We are slaves to what we do not know; of what we know we are masters. Whatever vice or weakness in ourselves we discover and
understand its causes and its workings, we overcome it by the very knowing; the unconscious dissolves when brought into the conscious. The dissolution of the unconscious releases energy; the mind feels adequate and become quiet.
Q: What is the use of a quiet mind?
M: When the mind is quiet, we come to know ourselves as the pure witness. We withdraw from the experience and its experiencer and stand apart in pure awareness, which is between and beyond the two. The personality, based on self-identification, on imagining oneself to be something: 'I am this, I am that', continues, but only as a part of the objective world. Its identification with the witness snaps.
- I AM THAT - Nisargadatta Maharaj,
ch 6

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O livro "Karma Yoga" do Swami Vivekananda

Folheando, ao acaso, o livro "Karma Yoga", do Swami Vivekananda, monge hindu que veio à América em 1.893 e participou do Parlamento Mundial de religiões, encontrei um pequeno trecho muito esclarecedor, no capítulo 'O Segredo do Trabalho'. Diz assim: "Ajudar os outros materialmente, removendo suas necessidades físicas, é importante. Se as necessidades de alguém puderem ser removidas por uma hora, isso é uma ajuda; se puderem ser removidas por um ano, a ajuda será maior; porém, se suas necessidades puderem ser removidas para sempre, este é certamente o melhor auxílio a oferecer. Só o conhecimento espiritual pode destruir nosso sofrimento para sempre; qualquer outro conhecimento satisfaz apenas por algum tempo. É somente com o conhecimento do espírito que a faculdade de desejar é suprimida para sempre. Assim, ajudar espiritualmente é a mais elevada ajuda que se pode dar. Aquele que dá ao homem conhecimento espiritual é seu maior Benfeitor."
Este livro "Karma Yoga" foi recém publicado pela Editora Vedanta-São Paulo e pode, no momento, ser adquirido apenas através dela. Fone (011) 5572-0428 ou e-mail - vedantasp@vedanta.org.br

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A Conquista da Felicidade

Não é isso que todos querem? E você que está procurando por algo mais nesta página, que já se cansou e se frustrou com tantas receitas e sugestões recebidas, que já nem sabe mais que fazer, é exatamente para você que uma luz está acesa. Mas, veja bem, nem todos a podem ver. Pode ser que alguém bem a seu lado não a veja. Não importa! Outras pessoas, boas pessoas sim, que passeiam pelo outro lado da calçada despreocupadamente, mas também não vêem a luz que se acendeu. Mas, você já viu! Então, não se aborreça, a vida tem seus mistérios, como uma criança tem seus mistérios, como a natureza tem seus mistérios, como o prosseguimento do existir tem seus mistérios. Tudo é tão incerto, nada está garantido, nada é definitivo, tudo acaba se modificando. Ontem era uma coisa, hoje já é outra! Se nos apegamos a uma situação, logo ela se modifica. Duas coisas parecem necessárias: desapego e aceitação! Aceitação porque a natureza das coisas é constante mudança e desapego porque sua natureza é sempre seguir adiante!
'Ah, mas isto parece coisa de religiosos!' Sim, podemos dizer, tem a ver com religião enquanto ela significa 'saber o que é melhor para melhor viver!' Religião não é mais que um caminho para que você se conheça e conheça o propósito da Vida! Religião não é uma receita com 'faça-se assim e não assim', 'tome isso mas devolva aquilo'!  Bom, para quem está começando talvez tenha que ser assim!
Não se importe com a maneira pela qual os outros abordam o 'mistério' da vida. Tenha a coragem e a resolução para desenvolver sua própria visão deste 'mistério'. Ele pode ser muito simples ou bem misterioso. Os olhos da criança não vêem nenhum mistério. Se um ladrão entra em sua casa e ela se encontra brincando no quintal, nem vai perceber nada, mesmo que ele passe a seu lado!
É claro que nós, já crescidos, não vamos voltar a ser esta criança. Porém, praticando aceitação e desapego ao reconhecermos a natureza mutante das coisas da vida, adquirimos 'indiferença sábia' , ou seja, a sabedoria da não-identificação.

"The Nisargadatta Gita"

"The ‘I am’ came first, it’s ever present,
ever available, refuse all thoughts except
‘I am’, stay there.
"Understanding the ‘I am’, your sense of ‘being’ or
just ‘presence’ is extremely important as on it rests
the entire outcome of the teaching. Firstly, are you
at all aware of your ‘being’ or of the fact that ‘you
are’? You have ‘to be’ before anything else can be,
your sense of ‘presence’ or the feeling ‘I am’ is
really fundamental to anything that has to follow.
"Secondly, this sense of ‘being’ or the feeling ‘I am’,
was it not the very first event or happening before
any of your living experiences could begin? Apply
your mind go back in time to the moment when it
dawned on you that ‘you are’ or ‘I am’.
"
it was and still is the first thought, refuse all other
thoughts and come back there and stay there. So
try to understand and grasp this ‘beingness’ or ‘I
amness’ that is inherent in you. The more precisely
and clearly you do it the more rapid will be your
progress."
This ‘I am’ is still there with you, ever present, ever available,

"Don't try to know the Truth"

"Do not try to know the truth, for knowledge by the mind is not true knowledge. But you can know what is not true—which is enough to liberate you from the false.
.The idea that you know what is true is dangerous, for it keeps you imprisoned in the mind. It is when you do not know, that you are free to investigate.
.And there can be no salvation, without investigation, because non investigation is the main cause of bondage."
(Sri Nisargadatta Maharaj)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Ensinamento da Bhagavad-Gitâ

Sempre tive comigo a convicção de que somos capazes de superar certas situações pelo correto entendimento do que está envolvido nelas. Para este entendimento é necessário cultivar-se bom hábito de leituras. Dizia um muito conhecido escritor que "quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê"! Tive muito bons amigos-livros em minha vida, em todas as suas etapas. Mas, um destes livros, atravessou várias etapas...e continua vivo para mim! É um texto hindú muito antigo conhecido por "Bhagavad-Gita", que possui inúmeras traduções em quase todas as linguas, e se refere às lições de Yoga que o guerreiro Arjuna recebeu de seu Mestre, Sri Krishna, no campo de batalha de Kurukshetra, no momento mesmo em que os exércitos inimigos estavam em prontidão. Estas lições não dizem respeito à guerra, mas, sim, em como se libertar das ações que conduziram ao conflito que desencadeia a guerra. São lições bem práticas, úteis ainda hoje, para todo aquele que se identifica com os processos de clareza de pensamentos e os aceita, como um desafio, e como instrumentos de seu próprio desenvolvimento interior. Bem, há quase 20 anos, conheci um monge hindú, um monge senior, que em suas prédicas costumava sugerir a leitura deste livro, em específico o capítulo II, como auxílio à nossa prática de meditação. Fiz isso por muitos anos, lendo o texto e depois ficando em silêncio, sem pensar, abrindo-me ao progresso daqueles nobres conceitos. Hoje, assim ao acaso, tenho vontade de compartilhar aqui somente algumas estrofes - pois se trata de um poema épico - que podem encontrar, de algum modo, mentes em condição de recepcioná-los e tirar bom proveito disso. Sri Krishna está ensinando a Arjuna sobre o Ser, o Atman, sobre a eternidade do Atman, e de como Arjuna deve, diante da batalha, assumir uma postura resoluta e determinada:
"Nunca houve um tempo em que o Ser, em Mim, em ti e nestes outros, não existisse. Assim como o morador deste corpo passa por infância, juventude e velhice, assim também passa a outro corpo. Os sábios nunca se enganam com isto. Aquilo que é não existente, não poderá nunca vir a ser, e aquilo que é, não deixará nunca de ser. A Realidade que permeia o Universo é indestrutível. Ninguém tem poder sobre o Imutável. Aquele que pensa que este Ser mata e aquele que pensa que este Ser pode ser morto, os dois são ignorantes. O Ser não mata nem morre. O Ser não nasce, não reencarna, não tem origem e é imutável..!"
Bom...por hoje é só isto...!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Parábolas de Sri Ramakrishna



Segundo a psicologia hindú, a busca por liberdade - chamada também de auto-conhecimento - é o que de algum modo estimulou, conduziu ou forçou as pessoas a procurar caminhos compatíveis ao conhecimento da Verdade, conforme o temperamento de cada grupo ou comunidade, em cada época. No entendimento de Sri Ramakrishna, sábio e homem santo que viveu na Índia em meados do sec. XIX, os seres humanos podem ser estudados e classificados em 4 categorias, conforme seu desejo ou anelo por iluminação:
"Os homens podem ser classificados em quatro categorias: os sem liberdade, ou sem desejo por liberdade, que são apanhados na rede da mundanidade; os que buscam liberação, os que têm sucesso nessa busca e se tornam livres, e os sempre livres.
Os sempre livres, como Narada e outros, vivem no mundo para o bem da humanidade, e são como seus instrutores.
As almas sem liberdade são aquelas que permanecem obcecadas com as coisas do mundo, se esqueceram de Deus e jamais pensam nele.
Logo estão as que buscam liberação, algumas delas a conseguem e outras não. As que conseguem são almas livres, que venceram luxúria e cobiça – são os sadhus e mahatmas, em quem não há mais traço de mundanalidade. Suas mentes permanecem fixas aos pés de lótus de Deus.
Quando uma rede é lançada nas águas de um lago, há alguns peixes muito espertos que não se deixam apanhar nela. Estes são como as almas sempre livres. Contudo, a maioria realmente é apanhada pela rede. Alguns destes se esforçam para escapar, são como os que buscam libertar-se, porém nem todos eles conseguem. Alguns poucos escapam da rede com grande estardalhaço, ao que os pescadores comentam – ‘Lá se vai um dos grandes!’ A maioria deles, porém, não pode escapar e nem mesmo chegam a tentar; com a rede presa em suas bocas, se enterram na lama e lá permanecem quietos, pensando que estão a salvo e que não há mais nada a temer. Não se dão conta de que os pescadores, em seguida, vão arrastá-los para fora d´água e separá-los. Estas são as almas
Estas almas ligadas se emaranharam à rede de luxúria e cobiça, e se acham presas dos pés à cabeça. Chegam mesmo a crer que naquele lodaçal vão encontrar felicidade e segurança. Não percebem que estão para encontrar a morte em estado de servidão."
Esta parábola faz parte do livro "O Evangelho de Sri Ramakrishna", segundo Mahendranath Gupta. - edição em inglês
sem liberdade.

OM Namah Shivaia - encontro Oriente e Ocidente



Meditação em Yoga: Em yoga Clássica, a yoga de Patanjali, ciência que demonstra a potencialidade possível ao homem, há oito passos a completar, envolvendo disciplinas tanto físicas qto. mentais. Na 1ª destas etapas, se acham disciplinas relativas à autoeducação, ou auto-controle, tais como: não violência (ahimsa), veracidade (satyagraha), continência (brahmacharya), etc. Na etapa seguinte, dita das 'observâncias', estão a prática de pureza, contentamento, esforço sobre si mesmo, estudo e consagração ao Ideal.

O 3° passo, ou 3ª pétala da Flor de Yoga, trata das posturas ou âsanas, ou seja, os modelos gestuais recomendados aos que aspiram algum domínio sobre seu corpo. A quarta etapa é dos 'pranayamas', isto é, as disciplinas necessárias ao controle da energia através da respiração. Pratyahara é a etapa em que se aprende a controlar os sentidos. Dhârana, a 6ª etapa, se ensina a concentração da atenção. O sétimo passo, denominado Dhyâna, se refere às tecnicas de introspecção ou de meditação, e o último degráu chama-se Samadhi, ou completa absorção no Ideal Espiritual.

Este é o caminho de Yoga, relevante símbolo atual do encontro entre Ocidente e Oriente.

Para ler todo o texto, click acima das postagens em 'Meditação em Yoga'.