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quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Vazio do Coração, segundo Osho...

"O senso comum possui fragmentos de verdade. Ele sabe que pessoas compassivas, bondosas, possuem certa sabedoria, que não é conhecimento, uma certa visão, uma certa intuição que não pode ser ensinada. Elas podem ver coisas ou sentir coisas. São sensitivas a algo que não está disponível à mente. Desse modo, começa-se a pensar que há possibilidades do coração possuir sabedoria. Porém, elas não sabem que o 'coração' significa 'o vazio', e que é a partir desta vacuidade que uma lucidez surge, e isto sim é sabedoria! Para que fique mais claro deve ser dito 'a sabedoria do coração desocupado!'
O coração, como os fisiologistas conhecem, é somente um sistema de bombear sangue. Dos batimentos cardíacos nenhuma sabedoria surge. Assim, não é a este 'coração' que nos referimos quando falamos em 'vazio do coração'. Na verdade, falamos em descartar todo o conteúdo da mente. Então, a não-mente mesmo se tornará seu coração. Não é algo psicológico, é a própria não-mente sem conteúdo acumulado, sem preconceitos. Apenas pureza, simples silêncio... ela pode ser chamada de 'coração vazio'! (...)
Quando em meditação profunda, você sente grande serenidade, uma alegria desconhecida até então, uma lucidez que é como uma nova personagem! Logo, esta CONSCIÊNCIA se tornará o Anfitrião. Neste dia, tornandose o Anfitrião, a Consciência permanecerá com você nas 24hrs. E a partir de então, o que você fizer, demonstrará clareza, pureza, espontaneidade e graça!"
Fonte: "Osho on Budhism".

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Iluminação ou Experiência Direta, segundo o Zen

O Zen, como experiência direta, se parece à arte de roubar. Osho ilustra o conceito de ‘iluminação’ contando a seguinte estória:


O filho de um ladrão vendo envelhecer seu pai,teve a seguinte idéia:
“Se ele está incapacitado de exercer sua profissão, quem ganhará o pão nesta família, a não ser eu? Tenho de aprender este ofício!”
Procurou seu pai e transmitiu seu pensamento, que este aprovou.
Assim, uma noite, o pai levou o filho a uma grande mansão, forçou a cerca, entrou na casa, e, abrindo um grande baú disse ao filho que entrasse no baú e tirasse de lá alguma coisa. Tão logo o rapaz entrou, deixou cair a tampa e cerrou a fechadura. Então, saindo ao pátio, golpeou fortemente a porta despertando toda casa, enquanto silenciosamente escapava pela abertura deixada na cerca. Os moradores estavam alarmados e, acendendo velas, viram que os ladrões já haviam escapado. O filho, que todo tempo permanecia confinado no baú, pensava em seu cruel pai: muito mortificado ainda, teve uma boa idéia. Emitiu ruídos como se fosse um rato. A servente chegou com uma vela para examinar o baú. Ao ser aberta a fechadura, saltou para fora o prisioneiro, apagando a chama com um sopro, e, empurrando a empregada para um lado, fugiu no escuro. Os moradores correram-lhe no encalço. Ao perceber um poço ao lado do caminho, tomou de uma grande pedra e lançou-a na água. Seus perseguidores juntaram-se à volta do poço, tratando de enxergar o ladrão que estaria se afogando na profunda grota.
Enquanto isso, o rapaz já estava de volta à segurança da casa paterna, e contava ao pai que havia escapado. O velho então lhe falou: “Não fique ofendido, filho meu, pelo que se passou. Antes, conte-me o que sucedeu.” Quando o rapaz narrou sua aventura, o velho pai completou:
“Viste? Já conseguiste, já aprendeste a arte!”

sábado, 16 de outubro de 2010

A Observação Consciente é a Chave Áurea para a Espiritualidade, diz Osho

Osho afirma que a arte de 'testemunhar' (as próprias disposições) é a chave para a vida espiritual! Ele enfatiza para que observemos todos nossos momentos, mas com isenção. Osho diz que a arte de observar faz com que aquilo que é inútil, desapareça. Este 'conto' ilustra bem seu pensamento:
"Era uma prática regular de um místico chamado Baal Shem, quando desse meia-noite retirava-se para a beira do rio, e sentando-se, entrava em absoluto silêncio! O vigia de uma vizinha mansão, todavia, ficou intrigado com  o comportamento do místico. Certa noite, ao soar 12 horas, quando Baal Shem apareceu, o guardião correu até ele e lhe perguntou: 
'Senhor, o que vem fazer aqui todas as noites, sentando-se em silêncio no escuro?'
Baal Shem ao invéz de responder, contrapôs: 'Qual é seu trabalho?', ao que o guarda respondeu: 'Sou vigia, senhor.' Baal Shem, então lhe diz: 'Bem, eu também sou um vigia!' O outro, muito surpreso, insistiu: 'Mas, sendo um vigia, que vem fazer aqui todas as noites?' Baal Shem sentenciou: 'Você vigia a casa de alguém, porém, eu vigio minha própria casa! Onde quer que eu vá, estou vigilante, pois trago comigo minha casa! Sou continuamente seu vigia!"

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

"Quando o Silêncio chega, a mente desaparece!", by Osho

"A mente é uma ilusão, ela não é, mas parece ser, a tal ponto que você se confunde com ela! A mente é maya, é só um sonho, uma projeção... uma bolha de sabão! As pessoas falam em atingir 'um estado silencioso da mente', pensando que a mente pode se calar. A mente nunca se cala, pois ela significa o conflito, o tumulto, a tensão, a enfermidade. Ela não silencia, quando há silêncio, a mente não está alí! Quando o silêncio chega, a mente desaparece; quando a mente está, não há mais silêncio. Assim, não pode haver uma mente silenciosa, como não há uma doença saudável. Então, por favor, abandonem esta ilusão! É como se você estivesse pensando em viajar sobre o arco-íris e me perguntasse: 'Que passos devo dar para subir no arco-íris?' Resposta: 'Nenhum, o arco-íris é só um aparição, assim, nenhum passo pode-se dar'. Um arco-íris simplesmente aparece, não é uma realidade, é uma falsa interpretação da realidade.
A mente não é sua realidade, é uma falsa interpretação. Você não é a mente e nunca poderá ser. Este é o problema, identificar-se com algo que não existe. Um mendigo acredita possuir um reino e está sempre preocupado demais com o palácio, em como administrá-lo, como governá-lo, como protegê-lo, etc. Faz tantos planos. Todavia, não há nenhum reino, mas ele permanece preocupado!"
By Osho, no livro "Conversas Sobre o Zen".

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Quando você se volta para dentro chega a esta luz sem fonte!

Com pressa ninguém pode conhecer a si mesmo. Essa é uma longa e profunda espera. É preciso paciência infinita, mas, pouco a pouco, a escuridão desaparecerá, surgindo uma luz que não tem fonte, onde não há qualquer chama, nenhuma lâmpada acesa, nenhum sol! Uma luz como a do alvorecer: a noite se foi e a manhã ainda não surgiu... ou como do entardecer, o crepúsculo, quando o sol já se pôs e a noite não veio! Por isso os hindús chamam o seu momento de oração de sandhya, que significa crepúsculo, luz sem qualquer fonte. Quando você se volta para dentro, chega a esta luz sem qualquer fonte. Nessa luz, pela primeira vez, você começa a compreender a si mesmo, quem você é, porque você é esta luz. Você é esse crepúsculo, esse sandhya, essa pura claridade...
A meditação começa quando você se separa da mente e se faz 'testemunha'. Esse é o único modo de se separar de qualquer coisa. Se você observa um panorama, uma coisa é certa: você não é o panorama, você é quem o está observando. Se você observa as flores, uma coisa é certa: você não é a flor, é o observador! Portanto, observar (sem conceituar) é a chave da meditação! Observe a sua mente.
Não faça nada, nenhuma repetição, apenas observe o que sua mente está fazendo. Não a perturbe, não a  evite, não a reprima; não faça coisa alguma. Seja apenas o observador: o milagre de 'observar' é a meditação! Enquanto você observa, a mente pouco a pouco se torna vazia de pensamentos, mas você não está adormecendo, está se tornando mais alerta, mais consciente.
By Osho no livro "O Que é Meditação?", edt. Prestígio Editorial

terça-feira, 1 de junho de 2010

Consciência e Centramento, segundo Osho

Primeiro é preciso entender o que significa ‘consciência’.

Você está andando na rua. Está consciente de muitas coisas – das lojas, das pessoas, do tráfego, de tudo. Está ciente de muitas coisas, menos de uma – de você mesmo! Você está passeando, consciente de muitas coisas, mas esquecido de si mesmo! Essa consciência de si, Gurdjieff chamou de ‘lembrança de si mesmo’. Ele dizia: ‘Constantemente, onde quer que você esteja, lembre-se de si mesmo!’
Não importa o que esteja fazendo, nunca deixe de fazer outra coisa interiormente: ficar consciente do que está fazendo. Você está comendo, está caminhando, está falando ou ouvindo, fique consciente de si mesmo. Quando estiver com raiva, fique consciente de que está com raiva. Essa lembrança constante de si mesmo cria uma energia sutil dentro de você, você começa a se cristalizar!
Na maior parte do tempo, você é apenas algo vazio. Nenhuma cristalização, nenhum centro de verdade – só liquidez, só uma combinação ao acaso de muitas coisas sem centro. A consciência é o que faz de você o comandante do navio, não quero dizer que possua o comando, mas que seja a presença, uma presença contínua. Sempre que estiver fazendo alguma coisa, ou não estiver fazendo nada, de uma coisa tem que estar consciente: que você é!
O simples sentimento de si mesmo ( de ser ), e de que este si mesmo é (real), cria um centro – um centro de calma, de silêncio, um centro de comando interior. Trata-se de um poder interior. (...)
Se começar a ficar consciente, você começará a sentir uma energia nova em você, um fogo, uma vida nova. E, devido a esse poder, a essa energia, aquilo que dominava você se dissipa.
Você tem ainda que lutar contra a raiva, contra a ganância, contra o sexo porque você é fraco. Portanto, na verdade, a ganância, a raiva, o sexo não são o problema, a fraqueza é o problema. Quando começar a ficar forte interiormente, com um sentimento de presença interior – de que você é – suas energias se cristalizam em um único ponto, e nasce um ‘Eu’. Veja, não nasce um ego, mas um ‘Eu’. O ego é um sentido falso do ‘Eu’. Mesmo sem ter um ‘Eu’ – um centro – você continua acreditando que você é um ‘eu’, que na verdade é o ego.
O ego é uma noção falsa de algo que ainda não existe. ‘Eu’ significa que existe um centro, mas esse centro só é criado por quem está continuamente alerta, consciente. (...) Tente ficar consciente o tempo todo e então começará a sentir que surge um centro dentro de você: as coisas começaram a se cristalizar, ocorre um centramento. Tudo passa a se relacionar com este centro.
Mas, atualmente, estamos sem este centro. Às vezes, nos sentimos centrados, quando somos obrigados a ficar conscientes. Se surgir uma situação de grande perigo, começamos a sentir um centro lá dentro, pois temos consciência de que há perigo. Se alguém o ameaça, não dá para ficar inconsciente, não dá para correr ao passado ou ao futuro, esse momento é tudo que há. Nesse instante, você não somente fica consciente da ameaça, como também de si mesmo. Nesse momento sutil, você começa a perceber o centro que há em você. É por isso que os jogos perigosos atraem as pessoas. Você está dirigindo um carro e começa a aumentar cada vez mais a velocidade, a coisa começa a ficar perigosa. Você não pode pensar, não pode imaginar, o presente se torna sólido. Nesse instante de perigo, quando a qualquer momento algo pode acontecer, fica-se repentinamente consciente de um centro dentro de si mesmo. O perigo fascina simplesmente porque, quando há perigo, você pode ficar centrado. (...) Quando a morte está próxima, a vida fica intensa e você fica centrado. Mas, se for apenas circunstancial esse centro desaparece logo que a situação terminar.

Por isso tem que ser mais interior, não fruto do momento. Tente ficar consciente diante das coisas mais comuns. Quando estiver sentado, por exemplo, tenha consciência do ato de sentar-se. Não só da cadeira, não só do ambiente em que está, da atmosfera que o cerca; mas do fato de estar sentado. Feche os olhos e sinta-se, mergulhe fundo e sinta-se!


Lin-chi fazia sua preleção matinal quando alguém perguntou: ‘Só me diga uma coisa – quem sou eu?’ Lin-chi saiu de onde estava e foi até o homem. Todos na sala ficaram em silêncio. Era uma situação incomum. Lin-chi ficou de frente para ele e o olhou nos olhos. O ar ficou pesado. O inquiridor começou a suar. Lin-chi então respondeu: ‘Não pergunte a mim. Mergulhe dentro de si mesmo e encontre quem está perguntando. Feche os olhos. Não pergunte ‘Quem sou eu?’ Entre dentro de você e descubra quem está perguntando, quem é o indagador interno. Esqueça-me. Encontre a fonte da pergunta. Mergulhe fundo em seu mundo interior.



E contam que o homem fechou os olhos, ficou em silêncio, e, de repente, se iluminou! Abriu os olhos, riu, tocou os pés de Lin-chi e disse: ‘Você respondeu! Tenho feito esta pergunta a todos e recebi muitas respostas, mas nada provou ser a resposta. Mas, você respondeu!’


By Osho no livro "Consciência", edt. Pensamento, SP

terça-feira, 18 de maio de 2010

Sementes de Meditação, segundo Osho

“Não é que a meditação tenha de ser trazida de algum lugar. Ela está ali, a semente já está ali. Você só tem de reconhecê-la, nutri-la, cuidar dela para que comece a crescer!”
Gautama define a meditação com uma palavra. Alguém perguntou a ele um dia, ‘O que é meditação, o que significa?’ e Gautama disse apenas uma palavra: ‘Parar!’ Essa era sua definição de meditação, ‘se para, é meditação!’ A sentença completa era: ‘A mente insana não para. Se ela para, é meditação!’

Meditação (DHYANA) é um estado de percepção sem pensamentos... sem emoção, sem sentimento, quando você está simplesmente consciente, quando se torna um pilar de consciência. Quando se está simplesmente alerta, desperto, atento, quando se é pura percepção!

 Como não estamos interiormente alerta, continuamos não percebendo este estado. Você só precisa vê-la acontecer e ficar consciente do tesouro que está sempre carregando consigo. Não é que a meditação tenha de ser trazida de algum lugar.
Gautama diz que não devemos recear que os pensamentos surjam. Devemos recear apenas uma coisa: não estar conscientes deles e demorar em fazê-lo!
Quando um pensamento surge, se junto com ele brotar também a consciência (de estar vendo), então não há nenhum problema. A própria observação dos pensamentos, pouco a pouco, passa a ser sua fortaleza. Você pode primeiro ver o pensamento, e quando vê, já está separado dele. Não está identificado com ele. Você é consciência e ele é 'conteúdo', ele é um hóspede e você é o Anfitrião.

Esse é um grande achado, a consciência não é o conteúdo. Você é a consciência: os pensamentos vêm e vão embora, você é o anfitrião. Os pensamentos são os hóspedes, chegam e ficam por um tempo, descansam um pouco, comem alguma coisa ou passam a noite, e depois seguem. Você sempre permanece. Você é sempre igual, nunca muda, fica ali pela eternidade. Você é a própria eternidade! (...) Se você se voltar para dentro e observar, na tentativa de descobrir a sua idade, perceberá que você não tem idade, pois o tempo não existe. Você é exatamente igual ao que era quando criança ou quando jovem. Você é absolutamente o mesmo por dentro. (...)

Você é o céu e os pensamentos são as nuvens. Se permanecer observando os pensamentos, um a um, essa será a primeira coisa que entenderá, e trata-se de um grande entendimento. Você não estará mais dormindo, não estará mais identificado com as nuvens que passam. Sabe agora que permanece para sempre. De repente, toda ansiedade desaparece; se nada muda em você, para que ficar ansioso? Para que se preocupar?  Nas profundezas de seu ser, nunca existirá nenhuma ondulação, e você está ali, você é este ser, o Zen chama isso de ‘ser um Anfitrião’!
By Osho no livro "Compaixão", edit. Pensamento

domingo, 11 de abril de 2010

Não se incomode com Felicidade...

O maior segredo da vida - lembre-se sempre disso - é que a vida é uma dádiva. Em primeiro lugar, você não a mereceu. Não é um direito seu, ela lhe foi oferecida! Quando compreender isso, muitas coisas ficarão claras. Sendo a vida  uma dádiva, então tudo que a ela pertence - felicidade, amor, meditação - também é uma dádiva do todo. Você não pode merecê-la de modo algum e também não pode forçar a existência a torná-lo feliz, ou amável ou meditativo. Esse esforço é do ego, esse esforço cria infelicidade.(...)
A lei é esta: não busque diretamente. A felicidade não pode ser perseguida, pode ser persuadida. Você se move mas não diretamente, porque quando é direto, você é agressivo. A vida se move em círculos, não diretamente. A Terra gira em torno do Sol e o Sol ao redor de algum Sol ainda maior. As galáxias se movem, todo o Universo se move, dando voltas. As estações se movem em círculo, toda a vida é circular, nunca é direta. (...) Por isso, no próprio esforço você cria infelicidade. Quando você não busca, ela está atrás de você. Quando você vai forçar, ela já não está mais. Onde você irá encontrá-la? A mente nunca pode ser feliz, pois é seu descontentamento acumulado, todo sofrimento pelo qual você passou, é uma ferida em seu Ser. Quando você esquece a felicidade, de repente se torna feliz.
Você estava pensando: 'Em algum lugar no futuro tenho que alcançar um alvo, conquistar a felicidade, praticar o contentamento'. Você estava no futuro e a felicidade bem aqui ao seu redor, como uma flor!
Volte para casa, e apenas seja! Não se incomode com 'felicidade', a vida está aqui como uma dádiva e a felicidade também. Quando procura demais, acaba se fechando, a própria tensão da procura cria o bloqueio. A felicidade penetra você do mesmo modo que o sono, e o contentamento vem do mesmo modo. Quando você se desliga, quando se entrega ou simplesmente espera, eles vêm!
Desligar-se é o segredo da coisa. Quando você se entrega, milhares de coisas começam a acontecer!"
Osho, no livro 'O Homem que amava as gaivotas'

OM Namah Shivaia - encontro Oriente e Ocidente



Meditação em Yoga: Em yoga Clássica, a yoga de Patanjali, ciência que demonstra a potencialidade possível ao homem, há oito passos a completar, envolvendo disciplinas tanto físicas qto. mentais. Na 1ª destas etapas, se acham disciplinas relativas à autoeducação, ou auto-controle, tais como: não violência (ahimsa), veracidade (satyagraha), continência (brahmacharya), etc. Na etapa seguinte, dita das 'observâncias', estão a prática de pureza, contentamento, esforço sobre si mesmo, estudo e consagração ao Ideal.

O 3° passo, ou 3ª pétala da Flor de Yoga, trata das posturas ou âsanas, ou seja, os modelos gestuais recomendados aos que aspiram algum domínio sobre seu corpo. A quarta etapa é dos 'pranayamas', isto é, as disciplinas necessárias ao controle da energia através da respiração. Pratyahara é a etapa em que se aprende a controlar os sentidos. Dhârana, a 6ª etapa, se ensina a concentração da atenção. O sétimo passo, denominado Dhyâna, se refere às tecnicas de introspecção ou de meditação, e o último degráu chama-se Samadhi, ou completa absorção no Ideal Espiritual.

Este é o caminho de Yoga, relevante símbolo atual do encontro entre Ocidente e Oriente.

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