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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O mundo em que vivemos é projeção de nossa mente, segundo Sri Nisargadatta Maharaj

Maharaj: O problema da humanidade se resume ao mau uso da mente, apenas isso. Todos os tesouros da natureza e do espírito se acham abertos para aquele que souber usar a mente corretamente.
 Pergunta: Qual é o uso correto da mente?
 Maharaj: O medo e a cobiça causaram o uso incorreto da mente. O uso correto está a serviço do amor, da vida, da verdade, da beleza.
Pode-se gastar uma eternidade buscando em algum lugar por amor e verdade, inteligência e boa vontade, implorando a homens e deuses, mas tudo em vão. Porque isso deve ser começado em si mesmo, consigo mesmo, esta é a lei inexorável. Você não pode mudar a imagem em um espelho, sem mudar o rosto primeiro. Primeiro, compreenda que seu mundo é apenas um reflexo seu e pare de encontrar problema com a imagem refletida. Cuide de você, corrigindo-se tanto emocional quanto mentalmente. Então, o mundo físico se seguirá, automaticamente. Fala-se tanto em reformas: econômica, política e social. Esqueça as reformas e focalize o ‘reformador’. Que espécie de mundo pode ser criado por quem é estúpido, ambicioso e desumano?
Não se pode modificar o mundo sem modificar o indivíduo. Veja, não me refiro a todos. Não é necessário, nem possível mudar a todos. Porém, se você consegue se modificar, verá que nenhuma outra mudança é necessária. Para mudar as cenas em um filme, você troca o filme simplesmente, não tem que destruir a tela do cinema.
P: Mas, certamente, há um mundo de coisas comuns a todos.
Maharaj: Você diz o mundo de matéria e energia? Mesmo que haja este mundo comum de energia e forças, não é este o mundo em que vivemos. O nosso é um mundo de sentimentos e idéias, de atrações e rejeições, de escalas de valores, de motivos e incentivos, um mundo amplamente mental. Biologicamente, necessitamos muito pouco: nossos problemas são de uma ordem diferente. Estes problemas, originados dos desejos e medos e de idéias equivocadas, só podem ser resolvidos ao nível da mente. Você deve conquistar sua própria mente, e para isso, tem que transcendê-la!
Excertos de "I Am That", de Sri Nisargadatta Maharaj



segunda-feira, 19 de julho de 2010

A menos que você admita a realidade da Consciência...

Pergunta: 'Sinto-me, às vezes, como se fosse uma caixa dentro de outra caixa, que está dentro de outra caixa: esta última é a verdadeira Alma?'
Maharaj: "Se você tem um corpo, deve também ter uma alma. Através destas 'caixas', porém, brilha uma inteligência desperta, a luz pura da Consciência! Agarre-se a ela tenazmente. Sem esta luz, o corpo não duraria um segundo. Há no corpo uma corrente de energia, de afeição e inteligência, que dirige, mantém e energiza o corpo. Descubra esta corrente e fique com ela! É claro, esta é apenas uma forma de falar. As palavras podem ser tanto uma ponte, quanto uma barreira.
Um príncipe, que acredita ser um mendigo, só pode ser, conclusivamente convencido, desta maneira: deve se comportar como um verdadeiro príncipe e ver o que acontece! Comporte-se como se o que lhe foi dito fosse verdadeiro e julgue pelo que de fato suceder. A menos que você admita a realidade da consciência, não poderá jamais conhecer a si mesmo!"
By Sri Nisargadatta Maharaj, no livro I Am That, um clássico espiritual moderno.

sábado, 12 de junho de 2010

A Canção 'Eu Sou', de Sri Nisargadatta

"Mergulhe fundo no sentido 'Eu Sou' e você o encontrará!
...foque sua mente em 'Eu Sou', que é o puro e simples S E R. Dê o primeiro passo primeiro. Toda ventura vem de dentro. Volte-se para dentro. O 'Eu Sou' você conhece. Esteja com ele todo tempo que puder, até reverter a ele expontaneamente. Antes de qualquer começo, antes de qualquer fim... Eu Sou!
Mergulhe fundo em si mesmo e vai saber que é bem fácil e bem simples! Siga em direção do 'Eu Sou'!
Ao afirmar 'Eu Sou', não me refiro a uma entidade separada, com seu corpo e núcleo. Refiro-me à totalidade da Existência, o Oceano de consciência, o inteiro universo com tudo que é e possui consciência. 
Mas, as palavras mostram sua limitação. O real não pode ser descrito, apenas deve ser experimentado. 
Tudo é Um, não importa quanto discordemos. Tudo se realiza a fim de satisfazer a única fonte e meta de cada desejo, aquele que todos nós conhecemos por 'Eu Sou'. 
Tal como o sol se encontra refletido em bilhões de gotículas de orvalho, assim também o Eterno é repetido de modo infindável. Quando repito 'Eu Sou'...'Eu Sou', apenas afirmo e reafirmo um fato sempre presente. Não veja as palavras que podem cansar, veja a verdade por trás delas. Entre em contato com ela e conhecerá o significado completo das palavras e do silêncio - de ambos!"

Do livro "I Am That", de Sri Nisargadatta Maharaj

quinta-feira, 8 de abril de 2010

I Am That...

"Por entre as margens de 'prazer e dor' flui o rio da vida. É apenas quando a mente se recusa a fluir com a vida, agarrando-se às margens, que se torna um problema. Fluir com a vida significa aceitação - deixando vir o que vier e ir quando quiser. Nada deseje, nada tema, observe o presente, como e quando acontecerem a você não importa, você é aquele para quem acontecem! Ao final, mesmo o observador não é você. Você é a potencialidade da qual a consciência, toda abarcante, é expressão e manifestação.
O que teve nascimento deve desaparecer, apenas o não nascido é imortal.
Descubra aquilo que jamais adormece ou desperta, cujo pálido reflexo é nosso senso 'eu'.
Recordar o que deve ser recordado é o segredo do sucesso. Tudo virá enquanto você continua.
Dê o primeiro passo primeiro. Todas as bênçãos vêem do interior. Interiorize-se, o 'Eu Sou' você conhece. Fique com ele todo o tempo de que dispõe, até reverter-se a ele espontaneamente. Não há modo mais simples ou fácil. Resolução e sinceridade de propósito na busca o conduzirão à sua meta.
Considere-se como sendo o oceano da existência, a nascente de todo existir. A realidade está além de qualquer descrição. Você só poderá conhecê-la tornando-se um com ela!"
(Sri Nisargadatha Maharaj no livro I Am That)


OM Namah Shivaia - encontro Oriente e Ocidente



Meditação em Yoga: Em yoga Clássica, a yoga de Patanjali, ciência que demonstra a potencialidade possível ao homem, há oito passos a completar, envolvendo disciplinas tanto físicas qto. mentais. Na 1ª destas etapas, se acham disciplinas relativas à autoeducação, ou auto-controle, tais como: não violência (ahimsa), veracidade (satyagraha), continência (brahmacharya), etc. Na etapa seguinte, dita das 'observâncias', estão a prática de pureza, contentamento, esforço sobre si mesmo, estudo e consagração ao Ideal.

O 3° passo, ou 3ª pétala da Flor de Yoga, trata das posturas ou âsanas, ou seja, os modelos gestuais recomendados aos que aspiram algum domínio sobre seu corpo. A quarta etapa é dos 'pranayamas', isto é, as disciplinas necessárias ao controle da energia através da respiração. Pratyahara é a etapa em que se aprende a controlar os sentidos. Dhârana, a 6ª etapa, se ensina a concentração da atenção. O sétimo passo, denominado Dhyâna, se refere às tecnicas de introspecção ou de meditação, e o último degráu chama-se Samadhi, ou completa absorção no Ideal Espiritual.

Este é o caminho de Yoga, relevante símbolo atual do encontro entre Ocidente e Oriente.

Para ler todo o texto, click acima das postagens em 'Meditação em Yoga'.