terça-feira, 11 de agosto de 2015

A vida que nós projetamos
a partir de uma perspectiva pessoal
tem de falhar em algum momento;
isso é a Graça.
Porque se não falhar,
você começa a acreditar que é verdade.
Quando ela falha,
a sua aspiração pela Verdade
pode expandir e aprofundar.
Então, qual é o caminho para transcender esta mente
que funciona como um obstáculo?
Descubra quem a mente ataca.
Só pode ser a auto-imagem que é atacada;
a idéia que você tem sobre o que você é, é atacada.    Sri Mooji
" Mesmo quando você tiver se tornado muito rico, a sua inteligência persistirá em perguntar 'Quem é você? Sim, você tem dinheiro, mas quem é você? Você não é o dinheiro. Você não pode ser aquilo que você possui. Quem é essa pessoa que possui? Sim, você se tornou o Primeiro Ministro de um país, mas aquilo é só uma função, aquilo não é o seu ser. Quem é você? Quem é essa pessoa que não era Primeiro Ministro e que agora é um Primeiro Ministro, e que amanhã talvez possa não ser mais? Essa função de Primeiro Ministro é só um episódio... na vida de quem?'
A pergunta persiste. Ela não pode ser respondida por esses empenhos e esforços superficiais. Mas basicamente o homem está tentando fazer isso. Ele se torna um marido, se torna uma mãe, um pai, isso e aquilo... mas o desejo básico é de alguma maneira ter uma identidade: 'eu sou a esposa, eu sou o marido, eu sou o pai, eu sou a mãe.' Mas você ainda não teve a pergunta respondida. Ser uma mãe ou um pai, é simplesmente acidental, é a superfície. O seu centro mais interior permanece intocado.
Essa não é a real identidade. Essa é uma identidade falsa. A criança morrerá, então quem é você? Você já não será mais mãe. O marido pode deixá-la, então quem é você? Você já não será mais uma esposa.
Essas identidades são muito frágeis e o homem vive constantemente enfrentando crises de identidade. Ele tenta arduamente se ajustar a alguma definição quanto a si mesmo, mas ela acaba escorregando de suas mãos.
(Osho)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Dattatreya, o sábio que considerava a todos como seu Guru..!


Pela primeira vez, fazemos uma postagem em inglês, uma tentativa; depois de traduzí-la, será oferecida em português:

 Dattatreya is the universal Guru, isn't he? And he has said that the whole world was his Guru. If you look at evil you feel you should not do it. So he said evil also was his Guru. If you see good, you would wish to do it; so he said that good also was his Guru; both good and evil, he said, were his Gurus. It seems that he asked a hunter which way he should go, but the latter ignored his question,
 as he was intent upon his aim to shoot a bird above. Dattatreya saluted him, saying, `You are my Guru! Though killing the bird is bad, keeping your aim so steadfast in shooting the arrow as to ignore my query is good, thereby teaching me that I should keep my mind steadfast and fixed on Ishwara. You are therefore my Guru.' In the same way he looked upon everything as his Guru, till in the end he said that his physical body itself was a Guru, as its consciousness does not exist during sleep and the body that does not exist should therefore not be confused with the soul -- dehatmabhavana (the feeling that the body is the soul). Therefore that too was a Guru for him. While he looked upon the whole world as his Guru, the whole world worshipped him as its Guru. It is the same with Ishwara. He who looks upon the whole universe as Ishwara, is himself worshipped by the universe as Ishwara -- yadbhavam tadbhavathi (`as you conceive you become') What we are, so is the world. There is a big garden. When a cuckoo comes to the garden it will search the mango tree for fruit while the crow will only search the neem tree. The bee searches for flowers to gather honey, while the flies search for the faeces. He who searches for the salagrama (small holy stone) will pick it up, pushing aside all the other stones. That salagrama is in the midst of a heap of ordinary stones. The good is recognised because evil also coexists. Light shines because darkness exists. Ishwara is there, only if illusion exists. He who seeks the essence, is satisfied if he finds one good thing among a hundred. He rejects the ninety-nine and accepts the one that is good, feeling satisfied that with that one thing he could conquer the world. His eye will always be on that single good thing.

~ Sri Ramana Maharshi 


terça-feira, 4 de setembro de 2012

A graça que há em mim mesmo deve ser meu Mestre ZEN...

Aprender a rir de si mesmo é uma valiosa conquista. Rir de fatos corriqueiros, de ocorrências engraçadas ou da desgraça alheia é bem mais fácil. Há personagens na TV, no cinema ou na calçada que fazem parte da comédia da vida. Há muitas coisas engraçadas acontecendo, mas quero me referir mais à arte de rir de si mesmo, do personagem malicioso, estranho, e porque não dizer, tragicômico que somos; o personagem contraditório e afetável, profano e religioso, um livro aberto, por vezes, mas também misterioso, tantas vezes fraco e temeroso, e outras vezes heroico e generoso. Quem é este cara? Não podemos saber...mas podemos rir e sorrir dele e de suas patranhas. Até onde pude entender, não adianta reclamar muito com ele, nem criticá-lo, muito menos repudiá-lo. E o ZEN, aquela forma oriental de psicologia, nos ensina exatamente isso: não se leve tão à serio, não se valorize tanto, saia deste pedestal do eu imaginário...e o modo suave como se pode fazer isto é...com muito bom humor! Rir de si mesmo não é sinal de complacência ou  de paternalidade para com seu próprio egoísmo, não se trata de auto-adulação. Vejo que se trata mais é de haver compreendido melhor a abrangência e sutileza de nossas relações, com nós próprios, com os outros e com a vida. Quero dizer,  aprendemos a ver que a vida não depende tanto assim de nossa "figura", nem dos outros tantos figurantes do romance épico da existência, ou de suas opiniões e preconceitos. A vida parece seguir sua própria intenção, sua própria determinação e se desdobra de modo perfeito e intocado. Gostamos de influenciar, de "meter o bedelho" onde não fomos chamados, de interferir com intenção, é claro, de melhorar as coisas - com nosso olho clínico e crítico: pois bem, esqueça! Observe-se, examine-se, critique um pouco suas próprias maneiras, e depois, aceite-se! Diga para si próprio: como sou tão engraçado, tão desajeitado, tão teimoso...eu mesmo não me conheço! Rio-me...divirto-me com minhas esquisitices...e sigo em frente! Rir de mim mesmo significa que estou deixando de ser um "personagem" apenas e começo a ser o "observador" do que se passa. Na cidade em que cresci, e isso foi há muito tempo, havia uma mania entre a garotada: as balas Zéquinha! As balas vinham envolvidas em figurinhas, que mostravam o personagem em toda parte e como sendo isto ou aquilo: era o "Zéquinha em Roma", "Zéquinha alfaiate", "Zéquinha professor", "Zéquinha trambiqueiro", "Zéquinha em Salvador" e assim por diante. Da mesma forma, o Zéquinha que está em nós, devemos nos rir dele pois, do mesmo modo que ele é tão engraçado, travesso e malicioso, mas também generoso e camarada, nós também o somos. Não sou mais o Zéquinha de minha infância, aquele personagem amadureceu e se transformou, hoje comete outras gafes, outros enganos, as peraltices são diferentes...tudo bem para mim, rio-me dele, hoje dou gargalhadas com ele! E vejo que, sem querer, pratiquei o Zen, alcancei bom humor comigo mesmo e com o que mais acontece. Alguém lhe passa para trás ou se esquece de você, ou não cumpre com o prometido, ou fala mal de suas boas intensões...que se pode fazer? É ótimo...alguém lhe dá um pisão...rio-me! Assim, rindo de si mesmo e assobiando com as mãos nos bolsos como um colegial aventureiro, siga adiante que ninguém lhe pode parar. Aprenda isso...isso apenas é ZEN!!!













quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O Néctar das Palavras de Swami Vivekananda


                    O bem está próximo da Verdade, mas ainda não é a Verdade. Depois de aprendermos a não ser perturbados pelo mal, temos de aprender a não nos alegrarmos com o bem. Devemos descobrir que estamos além do bem e do mal; devemos estudar o modo como se ajustam e compreender que ambos são necessários.
               Quando a mente está tranquila , nem bem nem mal podem afetá-la. Seja perfeitamente livre; assim, nenhum deles lhe poderá molestar, e então desfrutará de liberdade e santa alegria. O mal é a cadeia de ferro e o bem a cadeia de ouro. Ambos são cadeias. Seja livre e saiba, de uma vez por todas, que não há cadeias para você. Coloque a cadeia de ouro afim de soltar a de ferro; então, lance fora as duas. O espinho do mal está em nossa carne; apanhe outro espinho do mesmo arbusto para  extrair o primeiro, e então, jogue fora ambos e seja livre.
            No mundo, tome sempre a posição de quem dá. Dê tudo sem esperar qualquer retorno. Dê amor, dê ajuda, preste serviços, ofereça cada pequena coisa que possa, mas mantenha de fora a idéia de traficar. Não coloque condições e nenhuma lhe será imposta. Deixe-nos oferecer de nossa própria generosidade, tal como Deus nos dá.
           O Senhor é o único que dá; todos os outros são apenas comerciantes. Consiga Seu talão de cheques e será aceito em toda parte.
           Deus é a inexplicável e inexprimível essência do amor, a ser conhecida e jamais definida.
 Em nossas misérias e lutas, o mundo nos parece um lugar terrível. Porém, do mesmo modo que observamos dois cãozinhos brincando e mordendo e sabemos que aquilo, definitivamente, não nos concerne, por compreender que é apenas um jogo e mesmo uma rápida mordida não os poderá machucar, assim todas as nossas lutas são somente uma brincadeira aos olhos de Deus. Este mundo é apenas para brincar e Deus se diverte com isto. Nada nele pode tornar Deus raivoso.
Veja o oceano e não a onda; não diferencie a formiga do anjo. Cada minhoca é irmã do Nazareno. Como pode dizer que um é maior e o outro é menor?  Cada qual é grande em seu próprio lugar.
           Estamos no sol e nas estrelas tanto quanto aqui. O Espírito está além de espaço e tempo, existe em toda parte. Toda boca que louva a Deus é minha boca, cada olho que vê é meu olho. Não nos achamos confinados a nenhum lugar. Não somos o corpo; o universo é nosso corpo. Somos magos agitando varinhas mágicas e criando  cenas diante de nossos olhos à vontade. Somos como aranhas em uma grande teia, correndo pelas várias bordas segundo desejarmos. A aranha está, agora, somente consciente do local em que se acha; mas, a seu tempo, ficará consciente também de toda teia. Nós, do mesmo modo, só estamos conscientes de nossa existência, no local onde se encontra o corpo; podemos usar unicamente um cérebro. Porém, ao alcançarmos supra-consciência, ficaremos conhecendo tudo, e poderemos usar todos os cérebros. Neste mesmo instante, é possível dar um impulso à consciência e ela irá além e atuará em nível supra-consciente.
           Estamos nos empenhando em ser e nada mais; não deve restar nenhum “eu”... apenas, puro cristal a refletir tudo, mas ele mesmo sempre igual. Quando este estado for alcançado não haverá mais afazeres; o corpo se tornando um mero mecanismo, puro, sem necessidade de cuidados; não pode mais tornar-se impuro.
           Saiba que você é o Infinito e, então, o medo desaparecerá. Repita sempre: “Eu e meu Pai somos um!
Fonte:  "Inspired Talks"


segunda-feira, 25 de junho de 2012

O Estado de Percepção Pura, por Mooji

"O estado de percepção pura que você é não é afetado pela atividade da mente ou do corpo. Olhos fechados ou abertos não são problema à pura percepção. Companhia espiritual não eleva este estado, do mesmo modo que companhia mundana não o diminui. A percepção pura não é um sentimento, estando assim além de bons e maus sentimentos. Também não é pessoal nem impessoal, nem ordinária nem extraordinária. Este 'estado' não possui localização, faz pouca diferença se estiver você em Arunachala ou em qualquer lugar do planeta. A percepção pura não se encontra ao final de algum grande esforço ou prática. Não pode ser dividido por tempo e espaço, e seu senso intuitivo 'EU' não se acha separado dele.
Você se une a esta percepção pura quando sua identidade se manifesta sem uma estória pessoal ou alguma força psicológica. Você é um com este estado quando ao pronunciar 'EU' estiver se referindo aquele sentido intuitivo que é sinônimo da própria Existência. Sendo esta sua posição, você não é mais aquele 'EU' que fala, que ouve, que duvida ou que crê. Nenhuma religião lhe pertence. Os papéis que possa representar são preenchidos espontaneamente e naturalmente, e você não estará mais investido neles como estava antes. Não é mais nem pai nem mãe de alguém. Nenhum julgamento tem mais significado, bem e mal são apenas conceitos para você. Cada sensação, cada sentimento, cada jogo da mente será apenas uma ondulação à superfície do oceano da vida. Quanto ainda levará para que você realize esta Verdade?"

Fonte: "Breath of the Absolute, dialogues with Mooji"

O Segredo do Trabalho, por Swami Vivekananda


Ajudar a outros materialmente removendo suas necessidades físicas é uma grande coisa, mas uma ajuda é ainda melhor se a necessidade for maior e a ajuda tiver longo alcance. Se as necessidades de alguém puderem ser removidas por uma hora, isto é de fato uma ajuda; mas, se puderem ser removidas por um ano, será maior ajuda ainda para a pessoa; porém, se suas necessidades puderem ser removidas para sempre, certamente este é o melhor auxílio que se lhe pode oferecer. O conhecimento espiritual é o único meio de destruir nossas misérias para sempre; qualquer outro conhecimento satisfaz apenas por algum tempo. É somente com o conhecimento do espírito que a faculdade de desejar é aniquilada para sempre. Assim, ajudar alguém espiritualmente é a mais elevada ajuda que se lhe pode dar. Aquele que confere ao homem conhecimento espiritual é o maior benfeitor da humanidade e, sendo assim, vamos sempre reconhecer que aqueles que ajudaram o homem em suas necessidades espirituais foram pessoas muito poderosas, pois espiritualidade é a base verdadeira de nossas vidas. Uma pessoa espiritualmente forte e assertiva, será proeminente em outros campos, se assim o desejar. Até que haja poder espiritual em alguém, mesmo as necessidades físicas não serão bem satisfeitas. Próximo ao espiritual está o auxílio intelectual. A oferta de conhecimento é bem mais elevada que a de roupas ou alimento, e até mais elevada que dar nascimento a alguém, pois a verdadeira vida consiste em conhecimento. Ignorância é morte, conhecimento é vida! A vida é de muito pouco valor se passada na escuridão, tateando pela ignorância e a miséria. Na seqüência vem, é claro, o auxílio material. Portanto, ao considerarmos a questão de ajudar alguém, temos de nos esforçar para não cometer o erro de pensar que o auxílio material é o único a ser dado. Ele não é apenas o último a ser oferecido, mas o mínimo, por não poder trazer satisfação permanente. Se quando estou faminto sinto-me miseravelmente, isso desaparece quando me alimento, mas a fome retorna. Minha carência só irá desaparecer quando estiver satisfeito além de qualquer necessidade. Então, estar faminto não me tornará miserável, nenhum stress, nenhuma dor será capaz de afetar-me. Assim, aquela ajuda que tenciona nos tornar fortes espiritualmente é a mais elevada, próximo a ela está a ajuda intelectual e logo depois vem a ajuda material.

Fonte: "KARMA YOGA" by  Swami Vivekananda




















OM Namah Shivaia - encontro Oriente e Ocidente



Meditação em Yoga: Em yoga Clássica, a yoga de Patanjali, ciência que demonstra a potencialidade possível ao homem, há oito passos a completar, envolvendo disciplinas tanto físicas qto. mentais. Na 1ª destas etapas, se acham disciplinas relativas à autoeducação, ou auto-controle, tais como: não violência (ahimsa), veracidade (satyagraha), continência (brahmacharya), etc. Na etapa seguinte, dita das 'observâncias', estão a prática de pureza, contentamento, esforço sobre si mesmo, estudo e consagração ao Ideal.

O 3° passo, ou 3ª pétala da Flor de Yoga, trata das posturas ou âsanas, ou seja, os modelos gestuais recomendados aos que aspiram algum domínio sobre seu corpo. A quarta etapa é dos 'pranayamas', isto é, as disciplinas necessárias ao controle da energia através da respiração. Pratyahara é a etapa em que se aprende a controlar os sentidos. Dhârana, a 6ª etapa, se ensina a concentração da atenção. O sétimo passo, denominado Dhyâna, se refere às tecnicas de introspecção ou de meditação, e o último degráu chama-se Samadhi, ou completa absorção no Ideal Espiritual.

Este é o caminho de Yoga, relevante símbolo atual do encontro entre Ocidente e Oriente.

Para ler todo o texto, click acima das postagens em 'Meditação em Yoga'.