"Todos temos de retornar à fonte. Todo ser humano está em busca de sua fonte de origem e deve, algum dia, alcançá-la. Viemos do Interior; nos exteriorizamos por algum tempo e agora precisamos regressar. O que é meditação? É nosso Ser mais natural. Nos recobrimos com pensamentos e desejos; para nos livrarmos disso precisamos nos concentrar em um único pensamento: o Ser!
O Ser é como um poderoso magneto escondido em nosso interior. Ele nos atrái gradualmente para Si, embora imaginemos estar indo até Ele de nossa própria vontade. Ao nos aproximarmos o suficiente, Ele põe fim a nossas outras atividades, nos aquieta, e então retoma nosso fluxo pessoal, assim dissolvendo nossa personalidade. Isto sobrepuja o intelecto e flui por toda a existência. Podemos pensar que estamos meditando nEle e progredindo em sua direção, mas a verdade é que somos como filigranas de ferro e é o Atman-magneto que nos atrái para Si. Dessa maneira, o processo de buscar o Ser é uma forma de magnetismo divino."
Palavras de Sri Ramana Maharshi: "A verdade permanente é tão simples. Não é nada mais que estar em seu próprio estado original. Todavia, é de admirar que para ensinar algo tão simples, inúmeras tradições foram criadas, iniciando disputas entre si sobre quem recebera autoridade divina para ensinar. Que lástima! Seja você mesmo, isso é tudo!"
sábado, 15 de janeiro de 2011
Assim Falou Sri Ramana Maharshi...
Existe a graça Divina ou temos de praticar nosso auto-esforço? Temos de voltar nossa mente para Deus ou é Deus mesmo que nos inclina em sua direção? Estas questões, com frequência, surgem na mente do aspirante. Aqui, nesta sequência, Sri Ramana nos ensina como é:
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O Leão e as Cabras, uma parábola...
Algumas pessoas, mesmo com o passar dos anos, têm ainda a sensação de "peixe fora d'água", isto é, sentem-se deslocadas, inadequadas, incompletas. A maioria, porém, não se sente assim, parecem estar bem encaixadas e ajustadas na vida! Sim, superficialmente parece que sim, parecem felizes e se alguém lhes for falar de espiritualidade ou mesmo yoga, olham para a pessoa como a um estranho! Para uma minoria, o desconforto de viver ainda prossegue, e em sua inquietude vão acabar por descobrir onde reside seu problema: elas não se encaixam na vida porque desconhecem sua verdadeira natureza. Bom, mas o que vem a ser esta "verdadeira natureza"? Sri Ramakrishna para ilustrar esta situação costumava relatar a parábola do leão e das cabras:
"Uma carroça trotava aos solavancos por velho caminho poeirento. Em uma jaula na parte traseira, certa leoa acabava de dar à luz e o filhote agora dormia a seu lado. Um solavanco mais brusco, todavia, fez com que ele rolasse e escapulisse pelos vãos da carroça. A leoa assustada nada fez e o filhote ficou para trás. Um grupo de cabras passava por alí e o filhote foi adotado por uma delas. O tempo passou, as cabras pastavam, baliam, se esfregavam, e o leãozinho fazia o mesmo, era como se fosse uma delas! À noite, dormia entre as cabras sentindo-se seguro, cheirava igual a elas. Mas, aconteceu um dia, o rebanho foi assaltado por um grande leão selvagem. As cabras corriam amedrontadas, porém, no meio delas, o leão divisou uma forma estranha: -'O que é aquilo? Um leão entre estas cabras?', ele pensou! Então, dirigindo-se até lá , urrou alto, fazendo estremecer todo o rebanho: 'Que faz você aqui, vivendo com as cabras? Você é da minha espécie, é leão e não cabra!' O leãozinho tremia tentando explicar: 'Oh, senhor desconhecido, sou apenas uma cabra, não vê?' E balia como para confirmar.
O leão logo o empurrou na direção de uma lagoa, e lá, mirando-se na água, mostrou: 'Olhe, somos iguais, você é como eu!' Mas, o pequeno leão ainda resistia e o outro teve que trazer alguma carne, obrigando-o a engulir um pedaço. No momento em que a carne lhe desceu pela garganta, o pequeno, sentindo o gosto de sangue, naturalmente urrou também. 'Aí está', lhe diz o leão maior, 'você também é um felino, agora me acompanhe até a floresta'."
"Uma carroça trotava aos solavancos por velho caminho poeirento. Em uma jaula na parte traseira, certa leoa acabava de dar à luz e o filhote agora dormia a seu lado. Um solavanco mais brusco, todavia, fez com que ele rolasse e escapulisse pelos vãos da carroça. A leoa assustada nada fez e o filhote ficou para trás. Um grupo de cabras passava por alí e o filhote foi adotado por uma delas. O tempo passou, as cabras pastavam, baliam, se esfregavam, e o leãozinho fazia o mesmo, era como se fosse uma delas! À noite, dormia entre as cabras sentindo-se seguro, cheirava igual a elas. Mas, aconteceu um dia, o rebanho foi assaltado por um grande leão selvagem. As cabras corriam amedrontadas, porém, no meio delas, o leão divisou uma forma estranha: -'O que é aquilo? Um leão entre estas cabras?', ele pensou! Então, dirigindo-se até lá , urrou alto, fazendo estremecer todo o rebanho: 'Que faz você aqui, vivendo com as cabras? Você é da minha espécie, é leão e não cabra!' O leãozinho tremia tentando explicar: 'Oh, senhor desconhecido, sou apenas uma cabra, não vê?' E balia como para confirmar.
O leão logo o empurrou na direção de uma lagoa, e lá, mirando-se na água, mostrou: 'Olhe, somos iguais, você é como eu!' Mas, o pequeno leão ainda resistia e o outro teve que trazer alguma carne, obrigando-o a engulir um pedaço. No momento em que a carne lhe desceu pela garganta, o pequeno, sentindo o gosto de sangue, naturalmente urrou também. 'Aí está', lhe diz o leão maior, 'você também é um felino, agora me acompanhe até a floresta'."
Assim se dá conosco também, desconhecendo nossa real natureza, vivemos sofrendo e reclamando e tendo satisfação em coisinhas passageiras. Quando, porém, por providência divina, encontramos pelo caminho alguém que nos desperte, devemos entender isso como solução definitiva para nosso mais íntimo problema!
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
"A Taste of Honey" ou como fabricar seu próprio mel!
Qual deveria ser, a esta altura, a preocupação principal daqueles que desenvolvem o ponto de vista de Vedanta? É claro, desejamos chegar à altura de viver - "Be a hero. Always say: I have no fear!", como sugerido por Swami Vivekananda. Continuando com o tema abordado na postagem de 28.12.10 - 'Que bem fará ao mundo nosso amor a Deus?', fornecemos a seguir o ponto de vista de mais alguns Instrutores:
Eckhart Tolle: "As pessoas creem que os problemas do mundo poderiam ser resolvidos se nos reuníssemos e discutíssemos a respeito. Porém, entrando em negociações podemos aumentar os problemas, ao invéz de resolvê-los! Nâo conseguem compreender que tais problemas surgiram por havermos perdido a conexão com a Fonte, de onde tudo veio. Não se perca nos desvios da mente, somos um movimento espacial do Universo, se não perdermos o contato com a Fonte!"
Sri Nisargadatta Maharaj: O problema da humanidade se encontra no mau uso da mente, apenas isso. Todos os tesouros da natureza e do espírito se acham abertos para aquele que souber usar a mente corretamente.
Pode-se gastar uma eternidade buscando em algum lugar por amor e verdade, inteligência e boa vontade, implorando a homens e deuses, mas tudoem vão. Porque deve-se começar consigo mesmo, esta é a lei inexorável. Você não pode mudar a imagem em um espelho, sem mudar o rosto primeiro. Primeiro, compreenda que seu mundo é apenas um reflexo seu e pare de encontrar problemas com a imagem refletida. Cuide de você, corrigindo-se tanto emocional quanto mentalmente. Então, o mundo físico se seguirá, automaticamente. Fala-se tanto em reformas: econômica, política e social. Esqueça as reformas e focalize o ‘reformador’. Que espécie de mundo pode ser criado por quem é estúpido, ambicioso e desumano?"
Sri Buddha: certa vez, um homem se aproximou de Buddha e perguntou: "O mundo está tão cheio de desespero, as pessoas vivendo na miséria... como você pode permanecer sentado em paz, silêncio e alegria?" Buddha respondeu: "Se uma pessoa está sofrendo, com febre, o médico deve deitar-se a seu lado e sofrer também? O médico, por compaixão, precisa se deixar infectar, deitar com o paciente e ter febre? Isso ajudará o paciente? Antes, havia apenas uma pessoa doente, agora temos duas - o mundo estará duplamente doente. Não, esta não é a ajuda, o médico precisa estar saudável para curar seu paciente. Quanto mais saudável estiver, mais poderá ajudar!"
Eckhart Tolle: "As pessoas creem que os problemas do mundo poderiam ser resolvidos se nos reuníssemos e discutíssemos a respeito. Porém, entrando em negociações podemos aumentar os problemas, ao invéz de resolvê-los! Nâo conseguem compreender que tais problemas surgiram por havermos perdido a conexão com a Fonte, de onde tudo veio. Não se perca nos desvios da mente, somos um movimento espacial do Universo, se não perdermos o contato com a Fonte!"
Sri Nisargadatta Maharaj: O problema da humanidade se encontra no mau uso da mente, apenas isso. Todos os tesouros da natureza e do espírito se acham abertos para aquele que souber usar a mente corretamente.
Pode-se gastar uma eternidade buscando em algum lugar por amor e verdade, inteligência e boa vontade, implorando a homens e deuses, mas tudo
Sri Buddha: certa vez, um homem se aproximou de Buddha e perguntou: "O mundo está tão cheio de desespero, as pessoas vivendo na miséria... como você pode permanecer sentado em paz, silêncio e alegria?" Buddha respondeu: "Se uma pessoa está sofrendo, com febre, o médico deve deitar-se a seu lado e sofrer também? O médico, por compaixão, precisa se deixar infectar, deitar com o paciente e ter febre? Isso ajudará o paciente? Antes, havia apenas uma pessoa doente, agora temos duas - o mundo estará duplamente doente. Não, esta não é a ajuda, o médico precisa estar saudável para curar seu paciente. Quanto mais saudável estiver, mais poderá ajudar!"
domingo, 2 de janeiro de 2011
O Néctar das Palavras de Sri Ramakrishna... as Parábolas da vida prática!
Ramakrishna: ‘Cumpra com seus deveres todos, mas mantenha sua mente em Deus. Viva com todos, esposa e filhos, pai e mãe, servindo-os. Trate-os como sendo muito queridos seus, mas saiba no âmago de seu coração, que não lhe pertencem!
Na casa de uma rica família, a empregada faz todas as tarefas domésticas, mas seus pensamentos estão em sua própria casa em um vilarejo distante. Ela cria as crianças como se fossem suas, chegando mesmo a chamá-las ‘meu Hari’ ou ‘minha Radhika’. Porém, em sua própria mente, ela sabe muito bem que não lhe pertencem.
A tartaruga se movimenta na água, mas você adivinharia onde estão seus pensamentos? Lá na margem, onde os ovos foram postos. Faça seus deveres, mas com a mente firme em Deus!
Se você entra no mundo sem primeiro cultivar o amor a Deus, vai se emaranhando cada vez mais. Até ser sobrepujado por seus perigos, seus lamentos, suas dores. E quanto mais pensar nas coisas do mundo, mais ficará aderido a elas!
Antes de qualquer coisa, passe óleo em suas mãos, só depois abra a fruta da jaca, do contrário ficarão grudentas devido ao suco pegajoso. Primeiro proteja-se com o azeite do Divino amor, só então se disponha aos deveres no mundo. Mas, para alcançar este divino amor deve-se buscar solidão. Para retirar a manteiga do leite, este deve ser deixado num local tranqüilo para que se torne coalhada: se a vasilha for muito mexida, o leite não ficará coalhado. Portanto, deixe seus outros deveres de lado, sente-se num lugar sossegado e bata a coalhada. Só assim terá manteiga!
Mais ainda, por meditar em Deus em solidão a mente adquire conhecimento, devoção e se torna imparcial. Porém, a mesma mente, se colocada no mundo, perde sua rica aquisição. No mundo há apenas um pensamento dominante: ‘luxúria e cobiça’!
O mundo é água, e a mente leite. Se você deita o leite na água eles se tornam um; você não encontrará mais leite puro. Mas, torne o leite coalhada e, batendo a coalhada, faça manteiga. Assim, quando a manteiga for colocada na água, irá flutuar. Portanto, pratique disciplina espiritual em solidão e obtenha a manteiga do conhecimento e do amor. Então, mesmo que você mantenha esta manteiga na água do mundo, as duas não vão misturar-se. A manteiga vai flutuar.
Junto com isso, tem de praticar discernimento. ‘Luxúria e cobiça’ são impermanentes. Deus é a única Substância Eterna. O que se obtém com dinheiro? Comida, roupas e um lugar para morar, nada além. Não se pode realizar a Deus com seu auxílio. Assim sendo, o dinheiro jamais poderá ser a meta da vida. Este é o processo de discernimento.”
Extrato de "Sri Sri Ramakrishna Kathamrita", por Mahendranath Gupta. Mais sobre Sri Ramakrishna e Swami Vivekananda em http://www.vedanta.org.br/
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
'Que bem fará ao mundo nosso amor a Deus?'
Algumas perguntas surgem com mais frequência que outras, quando se trata de crescimento interior. Algumas pertencem à sua época somente, mas outras permanecem através dos tempos. Uma destas, sempre acaba sendo apresentada aos mestres espirituais: "Por que devo me tornar 'espiritual', ou seja, praticar o reto agir, a não violência, o autocontrole, estudar as escrituras, enquanto o mundo está submerso em confusão e necessidades?" Em palavras mais simples, a mente calculista e oportunista, traz sempre uma 'carta escondida', como se diz, uma pergunta que lhe parece insuperável, e ao mesmo tempo, estratégica: "Se todos estão cegos e não há luz, porque só eu devo enxergar?"
Bem, desde tempos remotos, a mente não-desperta deseja conferir a validade da mente plenamente desperta, apresentando uma dúvida aparentemente lógica. É claro, alguém astutamente quer ver se confunde o pensamento pacífico do Instrutor disponível, no momento em que ele vê crescer, muito contra sua vontade, o número de ouvintes interessados. Vamos examinar algumas das respostas apresentadas:
Por Ramana Maharshi ao escritor inglês Paul Brunston:
"Não se preocupe com o futuro. Por ventura sabe o que toca ao presente? Existe um Ser que governa o mundo, é apenas com Ele esta preocupação. Quem criou o universo sabe melhor do que nós o que há de fazer. É Ele quem carrega o peso do mundo e não o senhor! Assim como a pessoa é, o mundo lhe parece. Se o senhor não conhece a si mesmo, como pode compreender o universo? Antes de mais nada, procure se esforçar para encontrar a Verdade em si mesmo, e só depois poderá perceber o que Se encobre por trás deste mundo que o rodeia!"
Por Sri Ramakrishna a Mahendranath Gupta:
"Este é o passatempo de vocês, pessoas de Calcutá, dar ensinamento para trazer as pessoas à luz. Ninguém reflete para considerar como obter luz para si mesmo. Quem são vocês para ensinar os outros? Aquele que é Senhor do Universo vai ensinar a cada um. Apenas Ele nos ensina, que criou o universo, que dispos o sol e a lua, homens e animais, e todas as outras coisas. Ele que forneceu meios para seu sustento, que às crianças deu os pais, a quem dotou com amor para delas cuidar. O Senhor criou tantas coisas, será que não mostrará às pessoas a maneira certa de reverenciar? Se necessitarem de ensino, Ele as ensinará. Ele é o Guia Interior!"
Por Swami Vivekananda a um aluno:
"Jamais formule esta tola questão: 'Que bem fará ao mundo nosso amor a Deus?' Deixe que o mundo prossiga: ame e não peça nada, ame e não procure mais nada! Ame e se esqueça de todos os 'ismos'. Beba da taça do amor e enlouqueça!"
(a continuar)
Bem, desde tempos remotos, a mente não-desperta deseja conferir a validade da mente plenamente desperta, apresentando uma dúvida aparentemente lógica. É claro, alguém astutamente quer ver se confunde o pensamento pacífico do Instrutor disponível, no momento em que ele vê crescer, muito contra sua vontade, o número de ouvintes interessados. Vamos examinar algumas das respostas apresentadas:
Por Ramana Maharshi ao escritor inglês Paul Brunston:
"Não se preocupe com o futuro. Por ventura sabe o que toca ao presente? Existe um Ser que governa o mundo, é apenas com Ele esta preocupação. Quem criou o universo sabe melhor do que nós o que há de fazer. É Ele quem carrega o peso do mundo e não o senhor! Assim como a pessoa é, o mundo lhe parece. Se o senhor não conhece a si mesmo, como pode compreender o universo? Antes de mais nada, procure se esforçar para encontrar a Verdade em si mesmo, e só depois poderá perceber o que Se encobre por trás deste mundo que o rodeia!"
Por Sri Ramakrishna a Mahendranath Gupta:
"Este é o passatempo de vocês, pessoas de Calcutá, dar ensinamento para trazer as pessoas à luz. Ninguém reflete para considerar como obter luz para si mesmo. Quem são vocês para ensinar os outros? Aquele que é Senhor do Universo vai ensinar a cada um. Apenas Ele nos ensina, que criou o universo, que dispos o sol e a lua, homens e animais, e todas as outras coisas. Ele que forneceu meios para seu sustento, que às crianças deu os pais, a quem dotou com amor para delas cuidar. O Senhor criou tantas coisas, será que não mostrará às pessoas a maneira certa de reverenciar? Se necessitarem de ensino, Ele as ensinará. Ele é o Guia Interior!"
Por Swami Vivekananda a um aluno:
"Jamais formule esta tola questão: 'Que bem fará ao mundo nosso amor a Deus?' Deixe que o mundo prossiga: ame e não peça nada, ame e não procure mais nada! Ame e se esqueça de todos os 'ismos'. Beba da taça do amor e enlouqueça!"
(a continuar)
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Uma oferenda de Natal: "Canção dos Andes"
Penso que seria muito bom neste momento oferecer aos amigos leitores do Blog "Mergulhe Fundo", uma lembrança natalícia, por assim dizer, como uma comemoração. Há, é claro, de nossa parte, uma vontade de virtualmente dar em cada um, aquele abraço fraterno, dizendo: 'Que bom estarmos aqui e de algum modo, podermos olhar na mesma direção!' E digo mais: siga em frente com a luz de seu discernimento, seja sempre sincero consigo mesmo, ofereça o que é seu quando for possível, e se não for, espere a oportunidade. Tudo será alcançado no tempo certo.'
Aqui deixo duas estrofes de um poema escrito em 1988, "Canção dos Andes", durante uma viagem ao sul da América.
1. Ao longe as cordilheiras;
entre o que vejo e o que sou,
rompe o trigo sua semente de luz,
dançam os girassóis à linguagem solar,
perde-se meu pensamento pelas vertentes geladas.
Algo une a pequenez e a vastidão,
enquanto o sol transforma o éter cósmico
e o derrama sobre a improdutiva terra;
desde onde estou até os contrafortes,
povoou o homem a paisagem árida,
sobrevoando a campina amarela
de pedras singularmente esquecidas,
atravessando com sua lança salgueiros e álamos.
Segue meu olhar a tangente luminosa e livre
da senda inatingível,
para que o anjo verde dos Andes envie sua mensagem ancestral
com as frias borboletas brancas!
2. É com árvores caídas, lenha empilhada,
caminhos tortuosos e ensombreados;
é com a transparência azul das águas
e a doca lacustre de espectral anatomia,
também com a chuva copiosa que molha, de súbito,
a senda em que caminho;
é com os grandes co-y-hues
e a chaminé de pedra fumegando ao vento
o caldeirão do lenhador;
é com a coroa ignota do céu noturno
e a inacessibilidade da rocha íngreme,
que confecciono a substância viva de minha poesia.
É preciso encontrar nas coisas simples,
na simplicidade das formas naturais,
na rede da vida humana,
a matéria prima da pura inspiração.
Na realidade cotidiana
é preciso encontrar meios e métodos
para conhecer uma outra realidade
e produzir com as próprias mãos
uma outra vida, um novo destino histórico."
Copyright "Mergulhe-Fundo.blogspot.com"
Aqui deixo duas estrofes de um poema escrito em 1988, "Canção dos Andes", durante uma viagem ao sul da América.
1. Ao longe as cordilheiras;
entre o que vejo e o que sou,
rompe o trigo sua semente de luz,
dançam os girassóis à linguagem solar,
perde-se meu pensamento pelas vertentes geladas.
Algo une a pequenez e a vastidão,
enquanto o sol transforma o éter cósmico
e o derrama sobre a improdutiva terra;
desde onde estou até os contrafortes,
povoou o homem a paisagem árida,
sobrevoando a campina amarela
de pedras singularmente esquecidas,
atravessando com sua lança salgueiros e álamos.
Segue meu olhar a tangente luminosa e livre
da senda inatingível,
para que o anjo verde dos Andes envie sua mensagem ancestral
com as frias borboletas brancas!
2. É com árvores caídas, lenha empilhada,
caminhos tortuosos e ensombreados;
é com a transparência azul das águas
e a doca lacustre de espectral anatomia,
também com a chuva copiosa que molha, de súbito,
a senda em que caminho;
é com os grandes co-y-hues
e a chaminé de pedra fumegando ao vento
o caldeirão do lenhador;
é com a coroa ignota do céu noturno
e a inacessibilidade da rocha íngreme,
que confecciono a substância viva de minha poesia.
É preciso encontrar nas coisas simples,
na simplicidade das formas naturais,
na rede da vida humana,
a matéria prima da pura inspiração.
Na realidade cotidiana
é preciso encontrar meios e métodos
para conhecer uma outra realidade
e produzir com as próprias mãos
uma outra vida, um novo destino histórico."
Copyright "Mergulhe-Fundo.blogspot.com"
domingo, 12 de dezembro de 2010
"Sustente-se no Ser" - é o Grande aprendizado desta época de Síntese!
Estamos vivendo hoje muitas coisas ao mesmo tempo, tudo é rápido e dinâmico; quando pensamos que algo é estável, logo em seguida aquilo se modifica, se imaginamos que alguma coisa está a nosso alcance, logo vemos distanciar-se sem avisos. Pensamos que já entendemos tudo e logo percebemos que não entendemos nada mesmo. Quem é que não está enfrentando desafios? De que ordem são eles, não são conceituais? Que fazer? Expandir...resumir...alargar sua visão...tornar-se abrangente e ainda assim, simplificar-se!!
Quais são nossas possibilidades, que diretrizes podemos seguir? Nossos Mestres, que são nossos Irmãos Maiores, nos deixaram instruções amplas, mas também algumas instruções sintetizadas: por exemplo "Mergulhe fundo", ou "Siga em frente", ou "Acenda sua Luz", ou "Deus em tudo" ou ainda, "Sustente-se no Ser ou Atman!" Há uma porção delas.
Bem, é claro que são como setas ao longo do Caminho. Como algo rabiscado em um pedaço de papel, que deve ser visto e entendido rapidamente quando necessário. Quando é a época certa? É agora! Se você tem sua 'pequena instrução' guardada em algum lugar, está na hora de revê-la e praticá-la, como se fosse uma 'lâmpada de Aladim'! Gostou? Mas, não pode ficar mais guardada: eu encontrei a minha, e quando estava lhe dando aquele brilho, o Gênio surgiu e foi logo falando sem me dar tempo de pedir nada:
"Das duas uma: ou se está no comando da mente ou se está sendo comandado pela mente!"
Então, tive que perguntar: "Mas, o que é estar no comando da mente?"
Ele respondeu com uma breve, mas claríssima, explicação:
"A mente é limitada, só usando a mente a pessoa se limita. Estar no comando de uma mais ampla visão é transcender a mente. Yoga não é uma religião. É uma forma de você colocar seu ponto de vista cada vez mais elevado, cada vez mais independente, originalmente só seu. O observador com um ponto de vista relativamente curto e estreito, não é o melhor, segundo a tradição de Yoga. Busca-se, sim, um ponto de vista o mais elevado possível, de grande amplitude. Por quê? Porque, ao transcender os limites da perspectiva humana, o 'vedor' se faz imortal, sua visão é diáfana, abarcante, sem limites e impessoal.
'Sustente-se no Ser' - isto é Yoga, não como método, mas como realização!"
Jay Govinda
Quais são nossas possibilidades, que diretrizes podemos seguir? Nossos Mestres, que são nossos Irmãos Maiores, nos deixaram instruções amplas, mas também algumas instruções sintetizadas: por exemplo "Mergulhe fundo", ou "Siga em frente", ou "Acenda sua Luz", ou "Deus em tudo" ou ainda, "Sustente-se no Ser ou Atman!" Há uma porção delas.
Bem, é claro que são como setas ao longo do Caminho. Como algo rabiscado em um pedaço de papel, que deve ser visto e entendido rapidamente quando necessário. Quando é a época certa? É agora! Se você tem sua 'pequena instrução' guardada em algum lugar, está na hora de revê-la e praticá-la, como se fosse uma 'lâmpada de Aladim'! Gostou? Mas, não pode ficar mais guardada: eu encontrei a minha, e quando estava lhe dando aquele brilho, o Gênio surgiu e foi logo falando sem me dar tempo de pedir nada:
"Das duas uma: ou se está no comando da mente ou se está sendo comandado pela mente!"
Então, tive que perguntar: "Mas, o que é estar no comando da mente?"
Ele respondeu com uma breve, mas claríssima, explicação:
"A mente é limitada, só usando a mente a pessoa se limita. Estar no comando de uma mais ampla visão é transcender a mente. Yoga não é uma religião. É uma forma de você colocar seu ponto de vista cada vez mais elevado, cada vez mais independente, originalmente só seu. O observador com um ponto de vista relativamente curto e estreito, não é o melhor, segundo a tradição de Yoga. Busca-se, sim, um ponto de vista o mais elevado possível, de grande amplitude. Por quê? Porque, ao transcender os limites da perspectiva humana, o 'vedor' se faz imortal, sua visão é diáfana, abarcante, sem limites e impessoal.
'Sustente-se no Ser' - isto é Yoga, não como método, mas como realização!"
Jay Govinda
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OM Namah Shivaia - encontro Oriente e Ocidente
Meditação em Yoga: Em yoga Clássica, a yoga de Patanjali, ciência que demonstra a potencialidade possível ao homem, há oito passos a completar, envolvendo disciplinas tanto físicas qto. mentais. Na 1ª destas etapas, se acham disciplinas relativas à autoeducação, ou auto-controle, tais como: não violência (ahimsa), veracidade (satyagraha), continência (brahmacharya), etc. Na etapa seguinte, dita das 'observâncias', estão a prática de pureza, contentamento, esforço sobre si mesmo, estudo e consagração ao Ideal.
O 3° passo, ou 3ª pétala da Flor de Yoga, trata das posturas ou âsanas, ou seja, os modelos gestuais recomendados aos que aspiram algum domínio sobre seu corpo. A quarta etapa é dos 'pranayamas', isto é, as disciplinas necessárias ao controle da energia através da respiração. Pratyahara é a etapa em que se aprende a controlar os sentidos. Dhârana, a 6ª etapa, se ensina a concentração da atenção. O sétimo passo, denominado Dhyâna, se refere às tecnicas de introspecção ou de meditação, e o último degráu chama-se Samadhi, ou completa absorção no Ideal Espiritual.
Este é o caminho de Yoga, relevante símbolo atual do encontro entre Ocidente e Oriente.
Para ler todo o texto, click acima das postagens em 'Meditação em Yoga'.

